Dias sem Sol, dia 12
Chegou em casa por volta das 10 e ligou o celular, vendo chamadas do pessoal do trabalho e de Niall. Talvez não devesse ter sido imprudente e não ter avisado que iria faltar.
Mandou uma mensagem dizendo que estava bem e se jogou na cama, fitando o teto por um longe tempo.
Deixou-se refletir. Estava evitando pensar há um bom tempo, mas precisava se colocar em ordem.
Não poderia voltar no tempo, isso era um fato. Mas se pudesse, teria conseguido salvar Louis?
Pensou na forma em que viveu até conhece-lo. Talvez fosse assim que Louis teria se sentido se não tivesse conseguido se matar. Vazio, vivendo para não incomodar os outros, sendo um fantoche sem valor, algo que as pessoas apenas usariam para beneficio próprio. E Harry pensou que seria uma dessas pessoas que o usariam.
Claramente a ideia de partir estava na cabeça de Louis por todo o tempo em que ficaram juntos, e por mais que isso doesse, Harry pensou que talvez fosse por isso que Louis o amou. Foi por isso que seu coração pode ser preenchido.
Amar é uma ideia egoísta, e Harry percebeu que Louis fora muito egoísta em o amar. E o agradecia por isso.
Não tinha usado Louis, pois Louis o amava. E ele o amava por sabia que teria um fim. A infinidade tirava a urgência e naqueles dois meses que passaram lado a lado, a urgência era a sombra de Louis.
E então, se sentiu determinado. Deveria valorizar tudo o que acontecera em sua vida, inclusive as coisas ruins. Nada nesse mundo iria curar a ferida que Louis tinha feito em seu coração, nada o faria ama-lo menos. Mas ele teria que continuar, não era o fim.
Sem mesmo tomar banho, pegou as chaves do carro e foi em direção ao próximo lugar marcado no mapa, seria uma longa viagem até a biblioteca de garagem.
A música começou a tocar no carro e Harry sorriu. Desde a morte do namorado, música não fazia mais efeito em seu coração.
(música da mídia)
Começou a cantar em plenos pulmões, era uma música que adorava e ouvia desde quando era criança. Balançava-se e batia no ritmo da música, fazendo uma dançinha junto. Se sentia pra cima, como não acontecia nos últimos tempos.
– ARE YOU GONNA BE MY GIRRLLLL YEAHHH- gritou no final da musica olhando pro lado e vendo que tinha umas pessoas do carro ao lado o observando. Ele gargalhou e acelerou constrangido.
Parou uma vez num restaurante para pegar comida e dessa vez conversou com as pessoas. Por algum motivo, sentia- se motivado e animado.
Em alguns minutos chegou a biblioteca, o lugar parecia o mesmo, só que estava tudo diferente.
Pediu um chá para o velhinho da cafeteria, que o encarou por um tempo.
– Você não é aquele rapaz que gritou bem alto aqui que amava o outro rapaz? - ele disse apontando para a cadeira onde ele e Louis estavam quando tudo aconteceu
– Hmm, é, acho que sou eu sim- sorriu para o velho e pegou seu chá
– Vocês são um casal muito bonito, lembram meu filho e o ex namorado dele- falou e estendeu para Harry açúcar
– Obrigado- disse ao senhor não querendo corrigi-lo sobre Louis- ex do seu filho? Não parece bom - deu uma risadinha
– É, bom, ele sofria de transtorno de ansiedade e não resistiu- Harry engasgou com seu chá, que parecia muito quente, ainda que tivesse pedido um chá gelado- calma, rapaz, toma- estendeu uma toalha a ele
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FanfictionO que a fama trás? Se sua resposta for bens materiais você está certo. Mas para cada ação há uma reação e talvez bens materiais fossem realmente bons, por um tempo. E foi assim para o astro pop Louis Tomlinson, que por um tempo era um jovem feli...
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