A noite havia chegado e Harry tinha ido embora para atender no CVV. Ele tinha dificultado um pouco as coisas para Louis, pois agora o rapaz não queria deixa-lo, ainda que Harry fosse ficar melhor com o tempo. Com o tempo tudo ia ficar melhor, o tempo o escravizava, mas daria aos outros outra chance, daria a Harry outra chance.
Enquanto andava de um lado para o outro, o celular de Louis não parava de receber mensagens. Ele abriu e viu que era de seu amigo Zayn, desesperado "Louis, como isso aconteceu???", "Louis, hello pq não nos contou?", outras milhares de mensagens, deixando claro que eles sabiam sobre a outra noite em que ele quase se matara, mas Harry o tinha salvo. "Lou, não sei o que dizer, mas vc consegue, é forte. Ta todo mundo dizendo que você é forte". Era isso o que ele não era. Ele podia mudar, ele podia ser uma pessoa completamente diferente mas as pessoas ainda o viam como Louis Tomlinson, forte, inteligente, bom aconselhador, confiante, extrovertido, mas ele não era mais assim fazia tempo.
Jogou seu celular no chão, fazendo um trinco na tela, mas vendo que o mesmo ainda funcionava. Tirou a senha, e colocou junto com seus pertences que já estavam preparados pra aquela ocasião que tanto planejava.
Hoje é o dia. Hoje é o dia. Hoje é o dia. Hoje é o dia?
Ele parou, olhando para lua. Harry.
Era inegável, ele o amava. Mas Harry poderia amar novamente, ele tinha se certificado disso quando fugiram juntos em suas aventuras, todas suas cartas, todas suas pistas iriam ajudar a su luna a se recuperar, e ainda tinha o maldito tempo, que faz com as pessoas sejam uma passagem, algo sem importância, ainda que Louis soubesse, que se houvesse um pos morte, se lembraria e amaria Harry para sempre.
Ele arrumou todo seu quarto, percebendo que ninguém nunca iria conhece-lo. Era um quarto vazio, branco, lençóis pretos, uma estante de livros com um conteúdo genérico que não sugeria nada de sua personalidade.
Esse era ele para as pessoas, uma tela em branco que só era preenchida com o que elas queriam pois nunca se preocupavam se o que pensavam era verdade e ele não podia negar, ainda que machucasse não ter importância, preferia assim.
Se olhou no espelho, pois precisava. Continuava inútil, continuava sem importância, continuava uma consequência, uma insuficiência, um fraco que precisava de ajuda, alguém que nunca jamais conseguiria ser aquele que todos pensavam que era. Seu peito estava apertado como se ele tivesse diminuído em todo seu tamanho. Ele já não existia. Era despercebido, era uma farsa.
Pensava na melhor forma de fazer aquilo já a uns dois anos e pegou sua lista onde as tinha descrito detalhadamente e com todos os prós e contras. "tiros", "drogas", "remédios", "um corte grande e profundo", "afogamento", "envenenamento", "enforcamento" e parou em "asfixia".
Seria rápido, fácil. Seu corpo continuaria bonito para as pessoas jogarem flores que logo morreriam junto com ele. Seria digno preservar seu corpo, já que ele sabia que ninguém atenderia ao seu desejo de ser cremado, e que isso teria sido demais para se pedir a Harry.
Ele se preocupava com tudo enquanto pegava as chaves do carro e uma mangueira comprida. Deixaria tudo para trás, era o que ele queria. Era o que era e ele não podia mudar o fato que talvez aquilo estivesse em seu destino ou fosse um acidente. Assim como a morte de sua mãe.Louis entrou em seu carro, deixando as portas abertas para que pudessem entrar em sua casa.
Olhou no relógio e era 10:35, Harry provavelmente estaria no cvv agora. Bom. Era o que ele merecia, não merecia ficar perto de Louis e de sua tristeza que cada vez devia afundar Harry ainda mais. Ele tinha ficado tão forte depois daquela viagem com Louis que seu brilho aumentara cada vez mais. Talvez eles estivessem errados, talvez Harry fosse o Sol.
Dirigiu e parou na frente da casa de Harry, vendo que não tinha ninguém. Pegou sua mochila que estava no banco do passageiro e retirou a última carta. A carta que Harry poderia usar se quisesse divulgar sua morte. Sera como Kurt Cobain, exceto que Louis achava que não tinha tanta importância como ele. Releu a carta e se sentiu ainda mais vazio. Ele queria tanto que Harry fosse feliz e sentia tanto por não poder dar à sua lua aquela felicidade. Seu Harry já havia sido tão machucado e era tão brilhante que não merecia ficar sendo atrasado por Louis e sua mente perturbada.
Colocou a carta na porta de Harry e ficou olhando para o chão por um tempo. Olhou suas mãos e suas pernas, sentindo ódio e nojo de tudo o que via. Como ele tinha a audácia de se mostrar por ai sendo assim? Como ele se atrevia a falar com alguém sendo inútil, falso e nojento como era? O desespero começou a tomar conta de seu peito novamente e tudo o que ele precisava era acabar mesmo com aquilo. Ele tinha que acabar, não havia futuro e se houvesse não valeria a pena pra um ser tão sem importância quanto ele, um hipócrita, um ator, ele tinha certeza que todos só falavam com ele por pena, e ele odiava que sentissem pena dele. Ele não conseguiria melhorar e as pessoas que notassem iriam sentir pena, e bom, se ele não estivesse mais ouvindo e sentindo não ligaria para como os outros se sentiam perante a ele.
Quando percebeu, já estava dentro do carro e o velocímetro marcava 120 km/h. Louis continuou a toda velocidade até chegar no estacionamento da boate em que conheceu Harry pela primeira vez. Seria lá.
••••
O ar ia ficando cada vez mais pesado mas Louis não desligou o carro ou tirou a mangueira do escapamento. Seus pensamentos foram ficando cada vez mais lentos e ele não se desesperou dessa vez. Seu sono ia chegando e ele se sentia em paz, até que olhou para a noite e pensou nele. Harry.
Deu um sorriso se entregando ao sono profundo.
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FanfictionO que a fama trás? Se sua resposta for bens materiais você está certo. Mas para cada ação há uma reação e talvez bens materiais fossem realmente bons, por um tempo. E foi assim para o astro pop Louis Tomlinson, que por um tempo era um jovem feli...
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