Christian
— O que você pensa que está fazendo Christian – Elena vocifera quando finalmente dou-lhe atenção.
— Dançando – dou de ombros.
— Ouça bem Christian eu não vou aceitar esse tipo de coisa – ela enfia o dedo na minha cara. Phoebe vem em nossa direção.
— Você está maravilhosa querida – Elena muda seu discurso tão rapidamente que me assusto, pelo menos teve a capacidade de não expor minha filha ao seu escândalo.
— Obrigada Elena, não precisa me agradar só para se casar com meu pai, eu sei que você não gosta de mim – Phoebe vai fundo e eu apenas observo, esperando pelo ataque de Elena.
— Como ousa falar assim comigo garota, aquela babá está fazendo sua cabeça – Elena acusa.
— Elena – a advirto — Phoebe você pode ir brincar com seus amiguinhos se quiser – sugiro a minha pequena que acata a ideia tão rápido quanto pode.
— Elena minha filha é apenas uma criança, sugiro que não se dirija a ela assim novamente a repreendo.
— Me desculpe isso não vai mais acontecer – ela pede, porém não encontro verdade em seus olhos, porém decidi dar um pequeno voto de confiança.
— Ótimo assim é melhor – afirmo me dirigindo para longe.
Depois de mais algumas conversas diplomáticas consigo finalmente me aproximar de Ana novamente, dançar com ela me elevou aos céus, ela é doce, autêntica, graciosa.
— Você deve me achar um idiota não é mesmo – sussurro pegando a de surpresa, ela estáva perdida em pensamentos com os braços cruzados sobre o peito.
— Talvez – sua afirmação me faz sorrir.
— Me desculpe te fazer passar por isso – peço envergonhado de mim mesmo, um monarca como diriam na América bem bunda mole.
— Foi apenas uma dança alteza – Ana murmura me observando através dos ombros.
— Mas no final eu queria beija-la – confesso.
Seus lindos olhos azuis recaem sobre mim, quase saltando da órbita de seus olhos.
— Eu simplesmente não te entendo – ela afirma confusão tomando suas feições.
— Este casamento tem sido aguardando ao longo dos anos, eu não sinto nada, absolutamente nada por Elena, mas o trono tem exigido isso de mim – explico dando de ombros.
— Eu pensei que você fosse o dono do trono – ela afirma perplexa.
— De certa forma – abaixo meus olhos envergonhado. Ela tem razão eu sou dono do trono, eu sou o rei, toda via ela nunca entenderia o quão pesaroso é viver na monarquia.
— Bem o senhor não me deve explicações majestade – ela diz constrangida, eu detesto vê-la assim.
— Ainda é Christian, Ana – seus olhos encontram os meus novamente, eu simplesmente me perco por alguns segundos neles.
...
Após minha breve conversa com Anastasia, sigo meu caminho em busca de Phoebe, não quero Elena fazendo uma cena com ela.
— Vamos dançar filha? – chamo minha pequena distraída entre algumas crianças.
— Claro papai – ela sorri seus olhos brilhando.
— Você e Ana formam um belo par papai – minha filha diz sob o som da música.
— Phoebe – a repreendo.
— O que foi papai – ela da de ombros — Me desculpe, contudo é o que eu acho – ela pede logo em seguida.
— Não se desculpe – replico afinal ela não disse nada demais.
Dançamos duas canções rindo e nos divertindo, pelos cantos dos olhos é possível observar Elena vindo ao nosso encontro.
— Se importa se eu rouba- lo um pouquinho querida? – Elena nos surpreende.
— Não Leide Robinson fique a vontade – Phoebe nos deixa batendo o pé.
Danço a canção com Elena, mas nada comparado a ter dançado com Anastasia.
— Christian eu não sou cega, mas posso relevar isso, sei que um dia você vai me amar – Elena afirma durante a música.
— Você acredita mesmo nisso? – indago. Elena e eu somos amigos, apenas bons amigos de infância, nos conhecemos desde pequenos, toda via nunca nutri sentimentos por ela, mesmo que tenhamos sido dados em casamento a muito, muito tempo, antes mesmo de eu encontrar Leila.
Então ela está tendo sua segunda chance, talvez eu não deva estragar isso para ela.
— Por favor, nos dê uma chance – ela implora quando a música para.
— Está bem, eu vou pensar – afirmo.
— Eu quero dar uma olhadinha no anel – ela pede batendo palminhas.
— Mas não dá azar olhar antes do pedido? – afirmo.
— Não acredito nessas coisas – diz convicta.
— Está bem – murmuro pegando a caixinha do meu bolso, e a abro na sua frente.
— Cadê o anel? – sua cara é de horror misturado ao espanto.
— Não está aqui? – viro a caixinha vazia para mim.
— Não, cadê o anel, ele sumiu – ela semicerra os olhos.
— É... Deixa eu ver se não cai aquiu no meu bolso – passo a mão por dentro do bolso do paletó — Nada – estranho.
— Quando foi a última vez em que o viu?
— No meu escritório está tarde – afirmo.
— Não quero insinuar o óbvio Christian – ela acusa.
— Hei eu confio plenamente nos meus funcionários – afirmo exaltado, — Eles trabalham comigo a muitos anos.
— Nem todos – ela acusa novamente.
— A senhora Brites não teria coragem de fazer isso – levo meus olhar incrédulo até onde ela está limpando os restos do copo dispostos ao chão que quebrou a pouco.
— Não me refiro a senhora Brites, me refiro a babá – ela acusa seus olhos fulminantes correndo em direção a Ana, que brinca distraída com Phoebe.
— Ela não é uma ladra – cuspo de volta, afinal ela me devolveu uma jóia de família. Ela é uma mulher de caráter.
— Alteza, uma foto com os duques de Braminow séria muito rico para as relações públicas – Lord Hyde me salva.
— Com licença Leide Robinson – peço a deixando sozinha aonde já se viu acusar Anastasia.
Me dirigindo até a família dos Braminow começamos a posar para as fotos quando percebo um burburinho ao lado.
Anastasia
— O meu anel de noivado sumiu – a louca da Leide Robinson chega tumultuando.
— Que pena assim terá que adiar o seu noivado com meu pai – Phoe diz em um tom sarcástico.
— Eu sinto muito – tento apaziguar.
— Você sente muito? – ela coloca a mão na cintura soltando uma risada sarcástica.
— Eu não sei do seu anel – murmuro entre os dentes louca para dar uns bons tabefes na cara dela onde já se viu acusar as pessoas assim.
— Ela não é ladra – Phoebe entra no meio da conversa, então minha ficha cai, foi ela quem pegou o anel.
— Eu acho que é melhor eu ir andando – peço me dirigindo já para fora do salão.
— Com certeza melhor você devolver logo esse anel, antes que a situação piore para o seu lado, aqui não ha extradição – ela sorri vitoriosa.
— Não Ana, você não pode ir embora – Phoebe começa a chorar, e corre para fora do salão. Eu sigo logo atrás. Meus olhos marejados, talvez seja melhor assim, talvez dessa forma ela consiga se aproximar da Leide Robinson e não tenha danos maiores.
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Entregue ao Rei
Fiksi PenggemarAna é obrigada a mudar o rumo de sua vida deixando tudo para trás por uma proposta de emprego. Entretanto o que ela achou seria o seu fim, vai ser o início de uma grande transformação, a vida trouxe a ela novas oportunidades e com ela a amizade de u...
