Rainha Má

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    Estado de calamidade foi declarado, enquanto Regina pediu evacuação das áreas mais externas da cidade. Toda uma população estava sendo realocada, alguns no Palácio ou em casas vazias mais próximas. Navios serviram de abrigo para alguns homens da minha marinha.

    Enquanto Mary cuidava de Emma, tive que ajudar na realocação dessa população refugiada. David fazia levantamento das casas disponíveis, Regina recebia e acalmava todos (enquanto ela mesma precisava ser acalmada), eu e Zelena  entregavamos suprimentos para quem deixou a casa às pressas, enquanto Jacinda e Henry se dividiam em buscar as pessoas e as levarem até seus respectivos refúgios.

    Era um trabalho em grupo, mas sentimos cada um essa dor individual. Vi famílias buscando água e cobertores comigo, cada um com o olhar mais pesado que o outro.

    As pequenas vilas externas estavam mesmo sumindo aos poucos. Como pai, namorado e um dia casado, senti a dor das famílias como se fossem minhas. A cada criança chorosa que passava por mim, só aumentava meu desejo de proteger Hope disso tudo.

    Senti uma mão delicada nas minhas costas e nem precisei virar para ver quem era. Mas mesmo sabendo, virei para Emma e a tomei em um beijo, sem me preocupar com quem nos assistia. Ao nos afastarmos, reparei que sua pele estava mais pálida que o normal. E ainda assim ela sorria como um anjo.

    - Você deveria estar descansando, amor. Está pálida...

    - Estou bem, Killian. Posso ficar aqui te ajudando?

    Claro que foi uma pergunta retórica. No segundo em que pensei em uma resposta, Emma já tinha assumido meu lugar na entrega dos suprimentos. Sua mãe entrou no salão que Regina separou só para isso e veio direto me encontrar.

    - A Emma está bem mesmo?

    - Ela é uma abusada. Está fraca, mas não quer descansar. Quer ajudar. Olha minha menina, Killian?

    Sorri. O carinho de mãe-filha das duas é lindo, ainda mais sabendo a história delas.

    - Pode deixar, Mary. Ficarei no pé dela.

    - Acho ótimo! Obrigada.

    Com isso, ela sorriu e foi para perto de David. Seguindo seu exemplo, fui para o lado de Emma. Beijei seu rosto, sem querer interromper seu trabalho. Voltei a ajudar, sem parar de olhar Swan um minuto.

    Não conseguimos nem mesmo conversar. Realmente eram muitas pessoas. Mas sem contar que Emma é inquieta, não ficou parada muito tempo na mesa. Ficou mais difícil cuidar dela longe de mim, mas sorri ao vê-la tranquila acalmando tantas pessoas.

    Quando entreguei o último kit, que consistia em uma toalha, casaco, duas garrafas d'agua e um cobertor, comecei a procurar minha namorada que já tinha sumido há muito tempo. Mas por ter ficado livre, comecei a cobrir Zelena que me pediu para ir conversar com a irmã.

    Acabamos de acomodar todos às 15h. Ninguém tinha nem mesmo almoçado ainda. Preocupado com Emma, que já estava fraca, comecei a procurá-la por perto. No fim, ela mesmo me chamou.

    Caminhava até mim, um sorriso em seu rosto. Suspirei aliviado ao vê-la tão melhor.

    - O que fazemos agora?

    - Regina pediu uma conversa com todos de novo. Ela parecia bem decidida.

    - Tomara que seja algo bom. Vamos então?

    Concordei, enquanto íamos encontrar os pais dela, para só em seguida irmos todos juntos até Regina. Mary e David procuravam por nós pelo mesmo motivo, de forma que acabamos nos encontrando perto da escada. Até pensamos em ver se Zelena, Henry e Jacinda queriam subir junto, mas eles já tinham sumido.

A Princesa & O PirataHistórias para pegar e não largar. Descubra agora