Capítulo 10: Liberdade

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18 meses depois

O dia estava lindo.

Todas as tardes eu pegava uma prancha de surf, e ia até o fundo da praia encontrar Crail. E nesse dia eu trazia boas notícias.

Mergulhei e o abracei.

_Acho que conseguimos Crail. Vocês estão livres pra ir, e nós também, vamos todos ir para casa.

Ele me olhou confuso.

Já haviam se passado um ano e meio desde a descoberta sobre os muruins, e desde então estivemos fugindo de Ilha em Ilha de lugar a lugar lutando com todas as forças ganhar um processo que começamos em proteção a eles.

Nos associamos a biólogos, defensores dos animais, protestantes, amigos e até militares que apoiam nossa causa, e hoje nesse lindo dia, o júri aprovou a lei que proíbe a caça aos muruins, e fizeram uma aliança com eles de proteção e liberdade e privacidade, só haveria contato quando os muruins assim o quisessem e hoje tudo isso saiu de hipóteses e se tornou realidade.

Assim que o mundo soube sobre os muruins muitos pescadores e caçadores vieram para matá-los. E desde então largamos nossa casa e a terra firme para viajar protegendo eles. Conhecemos muitos outros grupos pelas viagens que fizemos e eu e Crail ficamos mais próximos do que nunca.

_Não é maravilhoso Crail ? Vocês estão seguros agora, podem ir e vir quando quiserem em qualquer lugar sem se esconder.

Ele estava chateado não parecia feliz com a notícia.

** É bom Ann, mas fico triste.**

_Porque você está triste?

** Ann vai embora, vai se esquecer de Crail. Quem vai treinar Ann ? Quem vai ensinar arco e flecha e lança quem vai conversar, nadar com Ann ?**

Seus olhos estavam tristes. e meu coração se partia com a cena.

Porem, ai está o que venho evitando desde que partimos da Noruega. A CONVERSA.

_Entendo Crail, mas tem algo que precisamos conversar antes.

Voltei a me sentar na prancha, segurei suas mãos porem evitei olhar em seus olhos.

_No dia em que resgatamos sua rainha ela conversou comigo. Me explicou algumas coisas, e eu acabei reconhecendo um sentimento que eu não sabia que tinha. Eu reparei que as coisas entre nos vem mudando a cada dia pra algo além da amizade que temos. E isso me assusta.

Ele prestava a tenção a cada palavra.

_Mais é impossível para nós você não vê ? Somos diferentes, literalmente de outra espécie, então não podemos. Eu sei que nem nós mesmo nos demos conta desses sentimentos, mas eles estão ai, e eu não sei como lidar com eles. Eu fico muito triste mais eu tenho que ir, tenho que me afastar recomeçar minha vida. Mais serei sempre sua amiga. Você pode me visitar, posso morar perto da praia e vamos manter contato, mais eu gostaria que nos afastássemos um pouco, pois será mais fácil para ambos. Você entende?

Ele se afastou um pouco da prancha onde eu estava.

** Crail entende, mais não gosta muito, se Ana acha melhor não ver mais Crail quando Ana partir Crail partirá também .**

_Não precisa ser para sempre Crail, sempre que for uma data especial, ou quando algo bom ou mesmo ruim acontecer, vá me ver, vou sempre estar por perto quando você precisar, e tenho certeza que você também vai estar, combinado?

**Combinado.**

Eu estava na água quem diria, a uns tempos atrás eu nem ia a praia e agora eu estava a metros da praia boiando em cima de uma prancha de surf, com Crail me mantendo firme, conversando com uma criatura do mar que até um ano e meio nem existia para nós ré lis humanos, eu realmente adorava o Crail as vezes quando conversávamos eu até me esquecia o que ele era, era tão fácil conversar com ele e na minha mente ele não era como ele realmente era, eu o imaginava humano normal era meio decepcionante quando eu olhava para ele e via o que ele era, pois com isso ficava claro que eu jamais poderia ficar com ele, e eu gostaria mesmo de ficar com ele, o que é uma pena.

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