Luíza 🌻
Eu não era tão burra, quanto parecia.
Só não queria ficar no mesmo ambiente que ele e acabar sentando pra ele.
Que era o meu desejo.
Mas não tava afim de pagar a prostituta de luxo dele.
Ele passou o tempo todo me ignorando, mas na hora de querer sexo ele sabe falar bem direitinho.
Incrível ele.
Fiquei do pertinho de um dos seguranças que tava rondando a casa, ele me olhou como se eu fosse uma doida e eu sorri.
Luíza: Ainda tem perigo de sair? - Ele olhou o relógio.
- Tem pô, deixa dar pelo menos uma hora dá invasão, que os caras já vão ter feito a limpa.- Bufei, vendo que ainda tava bem cedo.
Me sentei na calcadinha e encostei a cabeça na porta.
O raidinho do menino tocou e ele se afastou, depois de uns segundos ele voltou me olhando.
- Coringa tá mandando tu entrar, entra na moral aí, quero ter que fazer nada a força não.- Abriu a porta, me levantando.
Luíza: Você é fofoqueiro ein.- Dei língua pro menino.
- Ele é chefe, sabe de tudo.- Deu os ombros, me empurrando.
Entrei vendo o Coringa de olhos fechados, deitado no sofá.
Luíza: Tô com fome.- Sentei no chão, do lado dele.
Coringa: Não posso fazer nada.- Murmurou.
Luíza: Você se preocupa comigo? - Olhei pra ele, curiosa.
Coringa: Não..- Senti sinceridade nas palavras dele.
Luíza: Entendi.- Assenti, olhando pra tv.
Fiquei calada, esperando o tempo passar, enquanto ele dormia, ou apenas tava de olhos fechados.
Luíza: Coringa..- Chamei por ele, ao atingir o ápice do tédio, olhei pra ele que continuou de olhos fechados.- Você realmente acha que tudo que a Rebeca passou foi culpa minha?
Coringa: Não.
Luíza: Por que você falou aquilo então?
Coringa: Pra ela ficar com raiva de você e se afastar.
Luíza: Uau, você conseguiu foder minha vida mais que isso.- Sorri armagruda, pós escutar essas palavras.- Além de tirar minha melhor amiga de mim, fez meu pai ficar decepcionado e a Marta me achar uma puta interesseira, valeu mesmo.
Coringa: Não foi esse meu foco.- Falou sem dar importância.- Afastando a Rebeca de você, o foco do Peixe ia ser em você, ele vai deixar ela de lado já que ele quer você, não ela.
Luíza: Depois eu que sou a egoísta.- Sussurrei pra mim mesma, me levantando.
Pela terceira vez no dia, engoli minhas lágrimas, dessa vez saindo realmente da casa.
- Ei, fica aqui novinha.- O menino tentou me puxar.
Luíza: Não faz diferença, tá suave.- Sorri falsa pra ele, andando rápido.
Quando cheguei na porta de casa, de longe já tinha visto o Magrinho parecendo um pouco com o raidinho em mãos, andando de um lado pra outro.
Magrinho: Tu é maluca? Tu quer foder meu coração, desgraça? - Gritou comigo, preucupado.- Eu vou tacar um fuzil no teu cu, Luíza.
Luíza: Eu tô bem.- Sorri de lado, vendo que ele realmente se preocupava comigo.
Magrinho: Não tá, tu usou droga.- Me agarrou, bem forte.
Deitei a cabeça no peito dele, retribuindo o abraço.
Mas do nada ele me empurrou e começou a dizer que deveria me matar, por deixar ele preocupado.
