V Silêncio
Mantenho-me no meu direito de permanecer calado
É isso que o meu silêncio tem gritado
Não é uma confissão de culpa
Não estou sendo julgado
É que esses tempos tem me alarmado
Vejo a necessidade de um espírito desarmado
É demasiado pouco o que se tem amado
Muitos seres desamados e desalmados
Desejos e sentimentos aflorados, dias descontrolados
O que e para quem tenho gritado?
Se o silêncio quase sempre é o melhor recado
Nas paredes do tempo está pregado o comunicado
Invejo o silêncio da noite, pois ele amedronta os que gritam em vão, Gritos sonoros sem direção
Boa noite, tu tens a minha admiração
Posso te tirar para dançar e segurar as suas mãos?
Responderei num tom alto com o meu silêncio
Gritos se perdem com o vento
O que se ganha no grito é de pouca serventia
Vitórias temporárias, sem valia
Jonas Luiz
09/04/19
