▪ Portland, OR
A minha felicidade não se media em palavras. Provavelmente aquele momento foi o ponto alto dos meus primeiros cinco anos de existência.
Foi estranho pensar que eu tinha um amigo. Mas como funciona uma amizade?
O mais perto que eu havia chegado disso foi a minha irmã mais velha, Paige. Na verdade, não sei se dá pra contar como uma amizade, afinal, ela tinha que conviver comigo de qualquer jeito, né?
Mas agora eu tinha um amigo: um menino de cabelos negros cacheados e sardas pela face, que eu nem conhecia.
Melhor do que nada, pensei.
Depois daquele dia, passamos a andar juntos pra todo lugar: da sala de aula à minha casa, da biblioteca ao Mills Ends Park, o menor parque do mundo. Não cabíamos lá, mas chegamos a passar tardes inteiras sentados na estreita faixa de calçada que envolve a pequena e única árvore que constitui o parque.
Finn se tornou minha melhor (e única) companhia fora da minha casa.
Meu melhor amigo, daqueles que dá pra chamar de irmão, por causa da conexão intensa que carregam, como se estivesse escrito nas estrelas que deviam se encontrar. São corpos separados e almas unidas.
Nem sempre perto, mas sempre juntos, se apoiando.
Realmente, almas gêmeas.
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unbroken; fillie
Romansadizem que por trás de todo grande amor existe uma grande amizade. mas e se fosse ao contrário?
