MÚSICA TRISTE E DEPRIMENTE É OBRIGATÓRIA
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Tinha vários flashes a passarem-me pela cabeça. O dia em que o meu pai me ensinou a andar de bicicleta juntamente com o Peter, o dia em que o meu Pai morreu no acidente de carro, quando a minha mãe passou semanas sem cozinhar para nós e o único refúgio que conseguia arranjar era no meu irmão, a única pessoa que me fazia sorrir realmente era ele, apesar de todas as circunstâncias. Lembro-me de quando conheci a Ally e ela me salvou do John cativando-me para ela como nunca ninguém me tinha cativado. De todas as tardes de compras com ela, todos os jogos estúpidos e conversas sobre jogadores de futebol ou cantores demasiado sexy para serem reais. Do dia em que o Peter fugiu e ela me apoiou fazendo levantar-me da cama ao fim de três dias sem me mexer e comer.
Lembro-me de quando conheci o Zayn na festa da casa do Harry, como tinha sido feliz com ele mesmo com todas as coisas à nossa volta a desmoronar. Das suas longas pestanas a cair sobre as bochechas enquanto ele dormia de uma forma suave ao meu lado todos os dias. Ele fazia-me sentir bem, resgatou-me da minha solidão tão rapidamente que ninguém teve forma de explicar o fenômeno mundial em que eu passei a ter uma vida social normal. Meu deus como esses dias eram bons, como eu amava esse rapaz de uma forma tão mágica e impossível de esquecer.
E depois tinha as memórias do Niall, do dia em que fui contra ele ao esquecer-me de um estúpido livro no cacifo, de quando ele me avisava sobre o Zayn e sobre o quão perigoso ele podia ser. Lembro-me da noite em que o Zayn me traiu, fiquei tão desolada durante uns minutos que se tornou difícil parecer real, mas foi nessa noite que o Niall me beijou. Ele revelou que me amava desde o primeiro dia em que apareci naquela estúpida escola, não me deixou ficar triste, fez-me apaixonar de uma forma louca por ele em quase tão pouco tempo como Julieta se apaixonou por Romeu.
E eu nunca vou poder dizer-lhes nem domonstrar-lhes o quanto os amava.
Toda aquela coisa de zayn/niall já tinha passado na minha cabeça, estava a começar a deixar tudo sair fazendo-me ficar livre e vazia durante a minha própria morte.
O Peter carranca fazendo-me abrir os olhos e tenho uma visão privilegiada da arma apontada ao meu magro corpo, a visão mais assustadora da minha vida.
"Até já pai." Sussurro quando o ouço a destravar o objeto mortal e uma peso enorme sai do meu corpo de um segundo para o outro. Estou à espera da dor e do impacte do material metálico das balas contra o meu coração mas nada, ele nunca mais disparava.
"resolveste que afinal não me vais matar, uh?" digo sentindo o cano da arma ainda na minha testa e consigo perceber que ele fica irrequieto mesmo sem ver os seus olhos. Deus tinha ouvido as minhas preçes.
"Talvez devas ser tu a matar-te, sabes? Se não eu posso ir parar á prisão quando a merda dos teus amigos chegarem aqui."
A sua frase é tão rídicula que me dá uma vontade incontrolável de rir. Eu não me estava a rir por dentro mas era quase como se me estivessem a fazer cócegas impertinentemente sem me dar hipotesse de não soltar uma gargalhada.
"Tu achas que eu me vou matar idiota?"
"Não me chames idiota." a arma é mais pressionada contra mim mas não me encolho, eu já não sentia nada neste momento, nem se quer medo de ver a minha vida acabar.
"Eu posso chamar-te o que eu quiser, tudo o que nutro por ti é desprezo Peter. Tu és um cabrão por seres capaz de te influenciar por um animal como o John, oh meu deus, não percebes que ele só te estava a usar? O Peter que eu conhecia nunca na vida se deixaria influenciar como tu deixaste, porque tu, a nova horrível versão de ti, és um burro, tu andas a matar pessoas como quem vai comprar maças á mercearia! Fodasse tu não tens noção da gavidade disso?" ganho forças para gritar para a sua cara e uma enorme mão vem de embate á minha bochecha com força fazendo-a arder com o contacto. Cambaleio na cadeira fazendo esta tremer por ser tão velha e ainda estou a tentar aperceber-me da realidade quando o volto a encarar. O Peter tinha acabado de me dar um estalo.
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unconditionally [a rescrever]
Fanfiction" talvez não esteja preparada para viver, talvez não tenha nascido para ser realmente alguém, talvez seja mais fácil se o mundo parar de girar, mas porquê? porque é que eu partilho estes pensamentos suicidas quando consigo encontrar pessoas que me a...
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