capítulo 12

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Ouço um barulho impertinente a encher a minha cabeça e abro os olhos vendo que me encontrava envolvida pelo Zayn, que estava a dormir também. Esfrego os olhos, estando ainda a habituar-me a realidade e a música irritante começa a tocar outra vez mais irritante do que ainda na primeira. Levanto-me a custo para nao o acordar e procuro a minha pequena mala vendo-a em cima de um dos sofás de vime. Encaro zayn e ele ainda estava a dormir, nao sei como nao acordou com o barulho do toque de telemóvel mas eu tinha um sono um pouco demasiado leve, admito.

Fiquei na duvida se o acordava ou nao porque era adorável a forma como as pestanas caiam sobre as suas bochechas e a forma como os lábios estavam entreabertos. Ele era tal e qual um anjo, porque raio se tinha metido com alguém como eu? Era obvio que ele nao tinha os mesmos sentimentos por mim, que nao tinha tanta necessidade de mim como eu dele. Ele podia ter algo mas nao o suficiente para mim. A questão era: será que o que ele sente chega para mim? Oh, certamente sim, era capaz de ficar envolvida nos braços dele como há momentos atrás toda a minha vida, e sim já tinha referido isto mas nao me importava de o referir mais umas mil vezes. Dou por mim a pensar em todos os acontecimentos das últimas horas, ou do último dia. Estavam a ser horas intensas, desde que tinha contado ao niall uma parte do passado até ao meu avanço na relação com Zayn. Também me perguntava em que ponto estávamos agora mas devíamos ser só algum tipo de amigos... Coloridos. Sim, amigos coloridos. Os amigos normais nao se beijam daquela forma pelo menos eu nunca beijei ninguém assim, e aquele sabor a baunilha, oh aquele sabor. Era tão delicioso.

O telemóvel toca outra vez e eu grito irritada o que faz com que o zayn acorde. Oh claro, nao acordaste com o toque do telemóvel mas acordaste com o meu grito. Peço desculpa baixinho e vou até a bolsa tirando de lá o telemóvel. Tinha 3 chamadas nao atendidas do Sam.

- o Sam! - digo quando me lembro o porque de ele me estar a ligar.

Zayn: é ele? Já tens alguma resposta? - ouço a sua voz rouca por ter acabado de acordar. Ele era tão perfeito.

- ele ligou-me varias vezes, nos estávamos a dormir... Vou ligar-lhe, já volto. - digo enquanto me afasto um pouco do Zayn. Gostava de ter privacidade enquanto falava ao telemóvel apesar da conversa ser sobre ele.

: Zayn POV :

Vejo-a a afastar-se de mim e a colocar o telemóvel no ouvido iniciando a conversa. Não ouço nada do que ela diz porque esta uma distância significativa de mim mas percebo pelas suas expressões se aquilo está a correr bem ou não. Não consigo explicar nada do que estava a acontecer com a cat, ela era tão especial e estava tão agradecido para com ela por tudo o que estava a fazer por mim, nunca ninguém, a excepção de algum dos rapazes fez algo assim por mim. Nenhuma rapariga. Talvez porque tenha a mania de lhes partir o coração ou mesmo porque a catherine é uma das mais curiosas e menos medrosas. Nao havia razão nem explicação para tanta coisa. Eu nao percebia o que estava a sentir por ela, o quão derretido ela me deixava com as suas atitudes ou mesmo com a sua aparência. Ela é linda, a mais linda com quem já estive sem dúvida, e foram imensas infelizmente tenho de admitir. Acho que ela nao acredita em si, nao parece uma pessoa confiante, até pela sua maneira de vestir, mas eu também gosto disso nela. Gosto de pensar que ela só é daquele jeito comigo. Gosto da maneira como ela é envergonhada e como ela franze a testa quando esta com dúvidas ou irritada, tal como estava a fazer neste momento. Eu gosto de tanto nela, mais do que na verdade devia gostar.

Olho-a atentamente e ela anda de um lado para o outro resmungando com o homem ao telemóvel, nao parecia estar a correr muito bem pois agora estava a implorar-lhe algo. Era quase impossível eu sair das lutas, nao havia escolha. Foi um acordo, ou eu ia para as lutas ou a minha irmã morria naquela noite. Era horrível relembrar aquilo tudo e acho que devia ter contado isto a cat, a pequena parte que omiti, talvez seja mais complicado a este ponto. Vejo-a a dirigir-se a mim é obviamente estava envergonhada ou com medo de dizer o que tinha acontecido.

unconditionally [a rescrever]Onde histórias criam vida. Descubra agora