capítulo 17

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- Mãe?! - eu grito dirigindo-me ao piso de baixo

Mãe: eu estou bem catherine. - ouço a sua voz trêmula que me faz agarrar com mais força a mão do Zayn.

Chego à divisão e encontro uma imagem da minha mãe com uma garrafa de vinho partida na mão e todo o líquido bordô espalhado pela pequena ilha no meio da cozinha. Soube exatamente o que ela tinha tido um ataque de nervosismo quando vejo os comprimidos demasiado bem arrumados no canto do balcão, comprimidos que ela devia ter tomado mas certamente não tomou.

- tem calma mãe. Respira. - chego-me a ela e abraço-a o que faz com que a sua respiração normalize.

Tudo o que não precisava agora era de um ataque destes da minha mãe, muito menos à frente do Zayn. Encaro-o e ele parece um bocado confuso e preocupado. Ficaria assim na situação dele, ou ainda pior. Provavelmente fazia cenas e tentava aproximar-me da mãe dele para se acalmar ou uma coisa assim, nada melhor do que o que ele estava a fazer agora. a minha mãe tinha este "problema" desde sempre, mas tudo tinha piorado desde a morte do meu pai e o desaparecimento do Peter. Ela não era uma pessoa maluca ou com uma doença crônica mas tinha que ter cuidado tomando sempre os compridos, pois de outra forma, sempre que pensava demasiado, partia coisas ou começava a desenhar sem parar. Como se deixasse de conseguir acalmar o cérebro por uns segundos.

Vou até ao local dos comprimidos e pego num de cada colocando-os numa pequena tacinha junto com um copo de água.

- toma. - digo entregando-lhe os comprimidos.

Joanne: obrigada. - ela tenta respirar enquanto ingere cada um deles seguido de um golo de água. - eu esqueci-me de os tomar quando voltei a casa ontem.

- tu não podes esquecer mãe, ainda por cima trabalhas de mais. - estava a fazer o meu melhor para parecer séria.

Joanne: sabes que só trabalho por...

- não mãe. - interrompo-a a ela acente depois de se lembrar que o ZAyn estava presente.

Sabia que ela ia dizer que só o fazia para me conseguir dar um futuro melhor, e que não conseguia pagar tudo o que nós tínhamos sem trabalhar o que trabalha. Eu não concordava com isso e muito menos com o facto de ela não ter mexido na fortuna do meu pai desde a morte dele. Ela disse que tudo o que ele queria era que ficasse para mim e para o meu irmão quando eu atingisse a maioridade, sendo a mais nova. Mas não fazia sentido nenhum, ela praticamente não me vê só para trabalhar o suficiente para sustentar a nossa casa e vida. Nunca tinha concordado e sempre que falávamos disto começávamos uma discussão, discussão essa que também não procurava ter agora.

Joanne: mas e então querida, o teu namorado dorme aqui certo?

Engasgo-me.

- mãe! - tento repreende-la mas ela ignora.

Zayn: eu..eu nao tinha pensado nisso. Mas teria muito prazer.

Os meus olhos abrem-se de espanto ainda mais e eu olho para o Zayn que mostrava um sorriso aberto. Nós tínhamos hoje assumido a relação e a minha mãe ja nos estava a meter a dormir na mesma cama. Ela olha para o relógio e depois para nos sorrindo.

Joanne: já esta na hora de ir dormir meninos, amanhã tem aulas por isso não façam muito barulho sim?

Ela levanta-se e as minhas bochechas ardem mais do que nunca enquanto o Zayn apenas ri juntamente com a minha mãe. Ela podia ser um pouco menos descarada ou mais cuidadosa, tudo o que ela parecia querer era que arranjasse um namorado e agora que tinha mesmo sentia-a satisfeita. A minha mãe não era tipo aquelas mães cuidadosas e protetoras quanto as filhas e, culpo-a em parte pelo que aconteceu com o jonhattam, mesmo que ela nao tenha toda a culpa nem venha algum dia a saber da história. Quando ela finalmente fecha a porta do seu quarto eu desculpo-me atrapalhadamente e o Zayn não tira aquele seu sorriso estúpido do rosto.

unconditionally [a rescrever]Onde histórias criam vida. Descubra agora