Levanto-a sem nunca a tirar da minha cintura e levo-nos até onde tinha o meu carro estacionado colocando-a no banco ao lado do condutor. Dirijo até minha casa e agradeço a deus pelo meu pai não estar aqui hoje.
"Podemos ficar em tua casa?" Ela pergunta quando a coloco de volta ao meu colo e rio-me do quão adorável ela fica sonolenta.
"Ninguém está em casa hoje, o meu pai está fora por uns dias."
"Então e o greg?"
"Ele apenas ficou cá hoje de tarde. Ele é casado e tem um filho Catherine, tem uma vida noutra casa."
"Oh." Ela apenas diz e deixo um beijo na sua bochecha.
Entramos em casa e tento pousa-la no chão mas ela geme quando toca com os pés na madeira.
"Eu tenho vidros niall, muitos vidros espetados nos pés."
“como?” pergunto assustado enquanto examino as feridas. Estavam fundas e ela tinha vários vidros em ambos os pés, é estranho como ela aguentou todo este tempo, se fosse eu provavelmente agora já estaria a chorar.
Pouso-a no sofa da sala e mando-a esperar enquanto vou buscar material para lhe fazer um curativo. Não era um médico experiente mas confesso que tinha algum jeito para fazer esse tipo de coisa e sei que tudo o que ela não queria neste momento era ir ao hospital. Quando chego à sua beira ela está a espetar as unhas na perna, tal e qual como a vi fazer ontem, enquanto morde o lábio inferior com as dores.
"Que estás a fazer?" Pergunto quando chego à sua beira e ela assusta-se largando as unhas da pele.
"Eu... Os vidros estão a doer muito." Ela diz atrapalhada e levanto o pé dela para as minhas pernas observando uma vez mais antes de começar ao trabalho.
"Isto provavelmente vai doer muito, mas por favor tenta aguentar."
Ela acente e tento tirar o primeiro vidro o mais rápido que consigo. Um grito é solto da sua garganta mas continuo, quanto mais rápido melhor. Retiro outro e outro e outro fazendo-a gemer de dor sempre que o vidro tirava contacto com a sua pele. Quando olho para ela lágrimas estão a correr pela sua face e deixo leves beijos por toda a cara pondo-a a sorrir.
"Já passou." Murmuro enquanto passo o álcool para a distrair mas ela afasta o pé.
"Isso arde como a porra. Não sei se aguento."
"Preciso mesmo de o fazer caso contrário vai ficar infectado."
Ela bufa derrotada e aproxima novamente o seu pequeno pé da minha perna dando sinal para eu passar o álcool.
"Mas canta para mim por favor, para me distraíres."
O meu coração bate depressa quando ela me faz aquele pedido sem eu estar à espera. Ninguém me pedia para cantar além da minha família e a cat pedir-me para cantar era simplesmente demais, todo o momento estava a ser demais.
Demoro um pouco a pensar em que música cantar mas quando a vejo a sorrir para mim por segundos torna-se claro qual seria a minha escolha. I would do justin bieber.
" If I could take away the pain and put a smile on your face Baby I would, baby I would If I could make a better way, so you could see a better day Baby I would, baby I would "
Começo a cantar o primeiro verso e os olhos dela abrem surpreendidos com a letra. Mas era mesmo aquilo que sentia, eu só queria poder dar-lhe o mundo, poder fazer tudo ficar bom para ela.
Vou passando o álcool pela sua pele e desta vez ela nao se queixa, está demasiado concentrada no movimento dos meus lábios e eu estou perdido nos olhos dela que hoje estão demasiado verdes.
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unconditionally [a rescrever]
Fanfiction" talvez não esteja preparada para viver, talvez não tenha nascido para ser realmente alguém, talvez seja mais fácil se o mundo parar de girar, mas porquê? porque é que eu partilho estes pensamentos suicidas quando consigo encontrar pessoas que me a...
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