Fecho a porta do meu quarto com força respirando finalmente algum tipo de ar não poluído pela tensão que estava gerada entre mim, os meus primos e todo o resto da família.
Não havia muito a explicar sobre o porquê de eu estar assim mas era sem duvida aceitável a minha atitude.
Basicamente a minha tia achou um saco com pó na mochila do Rui e obviamente as culpas foram viradas para mim porque tinha sido a única pessoa que possivelmente consumia esse tipo de substancia ou então a culpa era também minha por ter levado o meu primo aquela festa e alguém lhe ter fornecido aquilo.
Mas não, a porra da culpa não era minha. Só que ninguém naquela casa imaginava a vida que ele levava ás escondidas dos pais, e isso começava a a irritar-me profundamente. Estava farta de ser considerada a rapariga sem escrúpulos e quando toda a minha família chegou aqui, na sexta feira, pensei que tudo estivesse diferente este ano, pelo menos na minha consciência e a minha pessoa estava totalmente modificada por isso talvez achasse que esquecessem tudo o que tinha feito nos últimos dois anos.
Mal cheguei a casa após o jantar, para conseguir encarar a minha mãe de uma forma natural, foi preciso uma terapia pelo caminho desde casa do Niall até á minha. Mas consegui. Durante dois minutos.
Após o resto dos membros notar a minha presença uma discussão obsurdamente alta e sem argumentos se gerou entre toda a gente, discussão essa em que eu era a culpada de tudo, estava a ser acusada de más influencias, mau temperamento, atitudes infantis e irresponsáveis, etc. não suportei que gritassem comigo e me acusassem de tal coisa sem que me pudesse defender ou mesmo que não pudesse. Odiava quando as pessoas achavam que tinham a certeza que algo que era totalmente errado, por isso comecei também a gritar.
Só que a havia uma enorme diferença entre mim e a minha tia e a minha mãe. Eu não conseguia alimentar discussões nem ir buscar assuntos antigos para argumentar contra elas, por isso vire-lhes costas há exactamente dois segundos e fechei-me no quarto sem pensar no Niall a sofrer no piso de baixo juntamente com o seu pai, os meus primos e o meu querido tio.
Conseguia ainda ouvir gritos vindos do piso de baixo passados 15 minutos, apesar de o barulho já ter atenuado um pouco mas decido não descer. Continuava a comunicar com o Niall via imessage.
Ia preparar-me para responder-lhe mas a mensagem que recebo desta vez já não é do número dele mas sim de um número desconhecido.
“00:00 á porta do jardim do fundo da rua”
Estranho e uma onda de pânico envolve-me por segundos mas logo penso que o mais provável era ser um dos meus primos. O parque ao fundo da rua era o sítio onde passávamos mais tempo juntos deste crianças por isso tinha significado para nós. Além disso para falarmos á vontade nunca poderíamos estar nesta casa que parecia estar a pegar fogo.
Gostava de responder mas como a mensagem é mandada de um número privado não o posso fazer. Apenas me resta esperar pela hora e realmente comprovar as minhas certezas, que eram praticamente corretas.
"Catherine!" A voz da minha mãe interrompe os meus pensamentos e assusto-me logo colocando uma postura estreita para quando ela entrasse no quarto.
"Porque continuas aqui em cima?" Ela está praticamente a gritar, outra vez, e já me apetece apertar-lhe o crânio.
"É por isso que depois te chamamos infantil, parece-te que já acabamos a conversa lá em baixo? Como não havemos de desconfiar de ti? Quer dizer, enfrentamos-te com um problema e tu corres logo para o teu quarto após berrares num tom inadmissível para nós. Desculpa cat mas não foi essa a educação que te dei."
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unconditionally [a rescrever]
Fanfiction" talvez não esteja preparada para viver, talvez não tenha nascido para ser realmente alguém, talvez seja mais fácil se o mundo parar de girar, mas porquê? porque é que eu partilho estes pensamentos suicidas quando consigo encontrar pessoas que me a...
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