capítulo 10

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- hum, sim, sam? – falo um pouco receosa.

Sam: Catherine? Oh meu deus. - ele diz quando parece reconhecer a minha voz. Parando por uns segundos - porque me estás a ligar? Passa-se alguma coisa?

- não sam, eu queria pedir-te algo, não é propriamente para mim, mas por favor podemos encontrar-nos? Não tem nada a ver com drogas. - eu digo deixando claro que não queria produto. Tenho a certeza que isso passou pela sua cabeça.

Sam: oh, ok. - ele pareceu aliviado por saber que eu não ia voltar para aquilo - onde queres ir ter comigo?

- ao starbucks, o mais perto de st. Louis

Sam: em 10 minutos estou aí. - ele disse e a chamada acabou.

Coloco o telemóvel dentro da bolsa e encaro zayn. Ele estava preocupado e confuso, conseguia ver isso no seu olhar. Talvez fosse melhor explicar-lhe tudo o que tinha em mente antes de partirmos para o local de encontro.

Zayn: sim, explica lá. - ele diz calmamente.

- explico enquanto vamos até ao sítio conde combinei encontrarmo-nos.

Zayn: ok. - ele simplesmente diz e abre o carro.

Entro no carro e indico ao zayn o local. Ele acente e eu finalmente começo a falar quando percebo que ele está a espera.

- nós vamos ter com o Sam. Ele meio que era uma das pessoas a quem eu vendi para depois ele vender as outras pessoas, ele era o ponto do ginásio onde disseste que ias lutar, eu fui la algumas vezes e realmente já vi alguns torneios de box mas não estava muito atenta, simplesmente ficava sentada na bancada a jogar telemóvel enquanto a minha parceira e o seu namorado viam aquilo.

Zayn: isso foi mesmo há quanto tempo?

- deixei de o fazer há um ano e alguns meses. Desde aí nunca mais toquei nem vi qualquer substância desse tipo. Eu isolei-me um pouco depois de sair e comecei a estudar muito, foi a única forma que arranjei de me distrair.

Zayn: ainda não percebi como o Sam me pode ajudar nisto, cat. – ele diz encolhendo os ombros.

- simplesmente foi ele que me ajudou a mim. Ele arranjou forma de me afastar de toda aquela gente e aquelas merdas. Não falamos desde aí, por isso é provável que o ambiente vá estar estranho.

Zayn: posso fazer-te só uma pergunta?

- sim. Claro. - eu digo sorrindo.

Zayn: tu já foste toxicodependente cat?

Demoro um pouco até pensar na resposta certa. Eu já estivera internada por causa de drogas mas foi só uma vez e nada de grave. Se eu fumava erva? Sim, fumava. Mas não diria que era uma dependência, se não quisesse não o fazia e não ficava maluca como a Juliet ou o Tom. Simplesmente queria mais, mas aguentava sem aquilo se precisasse na altura.

- fumava, mas não era toxicodependente. - finalmente respondo passado uns segundos.

Zayn: eu não percebo como mudaste tanto, quer dizer, custa-me um pouco processar que tu tenhas sido assim uma rapariga má e tenhas andado pelos mais caminhos. Quem olhar para ti agora nunca diz que já fumaste droga se quer. A tua pele parece incrivelmente lisa e perfeita e o teu ar. Pareces mesmo uma boa rapariga quando se olha para os teus olhos.

- obrigada, eu acho. - digo concordando com praticamente tudo o que ele disse. Era verdade, apesar de não gostar muito da minha aparência ou de mim própria eu estava orgulhosa de ter uma vida quase normal agora apesar de tudo o que já tinha passado.

Zayn: estou completamente surpreendido contigo.

- há muita coisa que não sabes sobre a minha vida zayn. Muita mesmo.

unconditionally [a rescrever]Onde histórias criam vida. Descubra agora