CAPÍTULO 120

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O cantor percebe o nosso desconforto e desiste da brincadeira pedindo uma salva de palmas para todos. O pessoal aplaude e eu caminho para descer do tal palco. Minha garganta forma um nó e eu caminho até a minha mesa sem olhar para trás. Quando eu me sento, Lázaro chega e Luan vem logo atrás
LUAN: Gabi, a gente pode conversar?
LÁZARO: O que você está fazendo aqui, cara?- Lázaro pergunta se virando pra ele e cruzando os braços-
GABRIELA: Eu não quero conversar, Luan
LUAN: Gabi, por favor...
GABRIELA: Me deixa, ok? Eu não quero
PRISCILA: O que foi aquela palhaçada?- A água de salsicha chega estressada também e o combo que eu menos queria estava diante de mim-
GABRIELA: Lázaro, me tira daqui- Falo alto e ele se vira pra mim me encarando. Pego minha bolsa e me levanto-
PRISCILA: Fala a verdade, vocês armaram isos, né?- Ela pergunta se aproximando de mim enquanto Lázaro resolvia nossa conta com o garçom. Respiro bem fundo para não falar nada, mas é impossível-
LUAN: Para com isso, Priscila
GABRIELA: Da próxima, trás uma coleira pra sua cadelinha, Luan. Parece que ela não sabe se comportar muito bem no meio de gente!- Falo alto e o pessoal começa à prestar atenção em nossa conversa-
PRISCILA: Não me chama de cadela!- Ela grita e eu solto a minha bolsa com raiva em cima da mesa. Já que ela quer ouvir, agora ela vai!-
LÁZARO: Gabi...- Ele me chama, já reconhecendo que eu havia passado do meu limite-
GABRIELA: Eu te chamo do que eu bem entender! Não fui eu quem levantei da minha mesa pra vir encher a merda do saco de ninguém! Porra menina, se toca!

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