CAPÍTULO 119

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CANTOR: Bom, para não ficar com panelinha, eu vou separar o casal- Ele fala entrando no meio de mim e do Lázaro- E vou te colocar com esse rapaz aqui que você conhece" mais ou menos"- Ele fala pegando na minha mão e me levando até o Luan. Ficamos um de frente para o outro e eu encarava ele fixamente nos olhos. Ele desviava o olhar, mas eu não! Eu queria mesmo era ficar encarando ele para tentar entender em que momento desse vida o Luando do sertão, que eu conheci em Minas Gerais se perdeu. O cantor pede pra gente fazer aquela tal da dança da laranja. Que basicamente é ficar equilibrando uma laranja com a testa. Fico brava por o tal cantor ter me separado do Lázaro, e ainda mais brava por ter me colocado com o Luan. Isso era a coisa que eu menos esperava nessa noite, a música começou à tocar e eu começo à dançar com a testa colada na do Luan mas encarando bem os deus olhos. Minha mente é invadida por lembranças que eu não queria ter naquele momento... Me distraío olhando pra ele e a tal da laranja caí, não tiro os olhos dele e quando me dou conta, a boca dele já esta próxima da minha. Respiro fundo ao "acordar" do transe que as lembranças me trouxeram e me afasto quase que correndo da boca dele. Lázaro para de dançar com a mulher que ele estava fazendo dupla e nos encara, olho para Lázaro e em seguida para o Luan. Todo o barzinho estava com os olhares sobre nós e minha única vontade era de sair correndo dali.

Estrada de chão Histórias para pegar e não largar. Descubra agora