CAPÍTULO 142

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Ele pede pra ela me deixar entrar para vê- lo. A visão que eu tive, a pessoa que eu vi, nem se quer parecia com o meu pai. Foram apenas dois dias, como ele pode ter mudado tanto assim? Corri, abracei ele e beijei ele inteirinho, como se cada beijo pudesse tapar as feridas dele. Eu chorava desesperadamente, ele abriu a boca e os olhos devagarzinho. Se esforçou para falar e por alguns instantes eu quis ouvir, mas ele não conseguiria.
GABRIELA: Tudo bem pai, tudo bem. Não força- Falo chorando- Eu te amo, tá? Eu te amo muito- Falo beijando ele todinho e segurando em sua mãe- Eu prometo que vou cuidar da mamãe, eu te amo pai, eu te amo. Eu te agradeço por tudo, pai- Vejo um aparelho ao lado dele apitar alto e eu chamo as enfermeiras correndo- Eu te amo pai, eu te amo- Grito pra ele antes delas chegarem- Luta por mim, pai. Luta!- Falo alto e sinto meu corpo ser arrastado pra fora por alguém que eu nem vi o rosto. O meu foco era ele e eu o olhei até o fim, até ele fechar os olhos e a linha ao lado dele ficar reta- NÃO!- Grito alto e é nesse momento que as portas da UTI se fecham bem no meu rosto. Acabou! Meu pai morreu! Ah, meu danado. Se eu soubesse que esses dois dias seriam os últimos ao seu lado, eu jamais teria ido para São Paulo. Ah, meu pai o quanto eu te amei, te abracei, te mimei, te cuidei. Não está escrito em lugar algum o quão fomos parceiro, te agradeço por tudo, eu sempre fui grata por ti e sempre disse que te amava, pai. Até em seu último suspiro!
-FIM-
(ATÉ A PRÓXIMA TEMPORADA)

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