CAPÍTULO 100

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MARIZETE: Vocês já comeram alguma coisa?
GABRIELA: Ainda não, aconteceu tudo muito rápido
MARIZETE: Então vamos almoçar, o Amarildo fica aqui e cuida das coisas enquanto ele não entra pra cirurgia, pode ser?
LÚCIA: Eu negaria, mas estou com bastante fome- Minha mãe fala sem jeito, nos levantamos e saímos para o restaurante do hospital enquanto o Luan e o pai dele ficaram no mesmo corredor de antes. Almoçamos e eu notava o desconforto da dona Marizete, provavelmente envergonhada com o filho, mas ela não citou em nenhum momento do nosso almoço o que estava acontecendo entre nós. Acabamos de almoçar e pedimos uma sobremesa.-
MARIZETE: Olha, eu juro que eu não queria tocar no assunto porque eu sempre evitei de me meter na vida amorosa de vocês dois mas eu preciso falar... Aliás, eu preciso me desculpar por essas atitudes do Luan...- Ela fala meio desconcertada-
GABRIELA: Não precisa se desculpar por isso, dona Mari. Eu tenho certeza absoluta que a senhora ensinou os melhores valores da vida para o Luan, mas ele exercer ou não esse valores não dependem de vocês. Fica em paz, um dia a gente supera- Falo sem jeito e me segurando para não permitir que as lágrimas invadam meus olhos.- Só espero, de coração que a senhora e o tio Amarildo não mudem comigo
MARIZETE: Isso de forma alguma, minha filha. A gente tem um amor enorme por você- Ela sorri simpática-
LÚCIA: Uma pena que não podemos dizer o mesmo do Luan
GABRIELA: Mãe!- Repreendo ela e encerramos o assunto por aí porque o clima ficou pesado. Minha mãe desvia do assunto e nos sugere voltarmos para saber notícias sobre a cirurgia.-

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