PARTE 01
Tudo começou com o amor jovem de duas almas gêmeas, bem era assim que a loira achava, frequentavam escolas rivais e se amavam, ala Romeu e Julieta. Agora que Anahí finalmente entrou na faculdade, vai perceber que nunca superou o amor da sua...
Christopher achou melhor irmos a pé, porque assim eu conheceria melhor o campus, além que a casa que está dando a festa é perto do seu - nosso - apartamento. Uma multidão está indo no mesmo caminho que a gente, Uckermann deu oi para alguns e até me apresentou, me mostrou onde será o salão de dança e algumas aulas que provavelmente irei ter.
— Dul falou que talvez vai vir, mas só se ficar de vela - comento e ele ri - Ela não vem muito aqui?
— Não, eu quem vou até a casa dela, além de ser mais próxima do centro e tudo mais, aqui é bem afastado.
— De fato, mas tem tudo aqui, né. Paramos em frente uma grande casa de madeira, aparentemente chegamos, está lotada e a música alta.
— Se segura, só dá a louca na sua segunda festa, aproveita essa para conhecer, ok? - reviro os olhos e o puxo para dentro da casa.
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Será que a Dulce apareceu? Não sei onde está Christopher, e tenho certeza que ele não me deixaria aqui sozinha se a Dulce não tivesse aparecido, Güey, preciso ir ao banheiro, deve ser no andar de cima? Não sei...
— Cuidado - sinto uma mão em meu ombro - Anahí? Meu Deus, quanto tempo, uau!
— Alfonso? - acho que meu sorriso de orelha a orelha está bem perceptível, vou culpar a bebida e não os velhos sentimentos - Vem aqui - dou o nosso típico abraço, longo e apertado, que saudade de sentir seu delicioso perfume.
— Cara, não sabia que você estava estudando aqui - ele coloca uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e sinto todo meu corpo arrepiar.
— Entrei esse ano - sorrio novamente, nunca me esqueço do dia em que ele falou que meu sorriso é lindo, sempre que estou perto dele sorrio - Não sabia que você estava estudando aqui, qual seu curso?
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— Não te escutei, vamos lá fora, vai ser melhor para conversar - franzo a testa mas ele segura minha mão e me leva para a varanda de madeira - Aqui é melhor para conversar, faz o quê? Um ano que não nos vemos? - concordo quieta - Você está mais bonita que antes.
— Obrigada - sinto minhas bochechas queimarem e ele sorri novamente. Caralho, que sorriso - Então...Quais são as novas?
— Terminei com a Gabriela - PUTA MERDA - Acho que tem um mês ou coisa do tipo, mas, estou bem, não estava dando certo e você?
— Prossigo solteiríssima - o meu 'eu' da adolescência acreditaria que essa é a nossa chance de finalmente dar certo - Imagina o que o Roberto falaria do nosso reencontro - Roberto foi uma amigo em comum nosso que sempre torceu para darmos certo, dei a indireta perfeita.
— Vem aqui - ele coloca a mão no meu pescoço e tira uma foto nossa - Vou mandar para ele, ele não vai acreditar, eu não acreditaria - me mantenho no mesmo lugar e ele não tira seu braço do meu pescoço.
— Bom saber que você estuda aqui, por enquanto não conheço ninguém - bufo e ele sorri novamente, ele precisa para com isso!
— Pode sentar comigo no recreio - Herrera sussurra em meu ouvido e solta uma risada abafada - Desde quando você começou a beber? - me vira de frente e agora seus braços estão em minha cintura, nossos olhares estão conectados. Ele NÃO pode fazer isso comigo. Que ódio, queria dar um tapa nele...
— Eu...ah, só comecei - minha voz sai falhada no momento em que ele começa a acariciar minha bochecha - Um dia eu experimentei e gostei, achava que você quem...
A não, que saco, não sei exatamente o que rolou entre nós, mas foi cortado, pelo que? Meu vômito, vomitei não só no meu pé, no dele também, boa Anahí, acho que tomei muito? Acha nada, você visivelmente tomou! Fica quieto inconsciente hm.
— Merda, desculpa - Alfonso faz uma cara feia e começa a rir comigo.
— Quer ir tentar limpar no banheiro?
— Acho melhor eu ir pra casa - ele balança a cabeça.
— Quer ajuda pra chegar lá?
— Acho que sim - um pequeno sorriso aparece em seu rosto e seu braço volta para meu pescoço novamente - É mais seguro, né?
— Onde você mora? Para qual lado? - olho para os dois lados da rua e faço uma carranca, direta? - Okay, acho melhor irmos para minha casa, é perto e você estará segura - ou será que é para a esquerda?