Flutua

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Dedicado a cada um dos amores que desafiam diariamente os poderes que tentam a todo custo nos calar...

Valentina

Nos acariciamos por longo tempo ainda. Fazendo hora num abraço feminino que cheirava a nossos corpos cansados sabendo que aquilo poderia durar para sempre.

Entretanto, como as condições naturais costumam se interpor da mesma forma que o ar no meio de um beijo o frio abatendo nossos corpos nus deixou seu sutil aviso.

Assim, colocamos nossas roupas por pura conveniência, ou talvez por um bobo sentimento de preservação minha e subimos para o meu quarto.

- Você é completamente linda - Me disse Juliana assim que a porta se fechou atrás de nós, olhando no meu olho e apenas nele, afim de que não se estendesse minha vergonha evidenciada pelas bochechas vermelhas.

- Você também é - Retornei o elogio ainda que com um propósito diferente, o de apenas dizer que estava bela, quando Juls o fez ao perceber que terminado nossas carícias quis colocar minhas roupas por uma certa timidez.

Fiquei anos com Lucho. Nesse meio tempo tivemos sexo, a maioria dele embriagados o suficiente para não nos preocuparmos com imperfeições, mas agora, querendo tanto que ela me quisesse, eu poderia apontar inúmeras entre as invisíveis.

- Da maneira que é, exatamente - Declarou me abraçando por trás, disparando meu corpo inteiro enquanto me tranquilizava com seu toque.

Quando se ama, os opostos coexistem entre si. Não há calma sem agito, não há tristeza sem um resquício de alegria, não há insegurança sem ter onde fiar-se.

Inclinei um pouco mais meu corpo em seus braços e Juliana me puxou pelo queixo, pousando a mão na lateral dali quando obteve o que queria, terminando de me aproximar para morder o local angulado, depois meu lábio inferior abrindo minha boca, quase invadindo.

- Onde fica o banheiro? - Perguntou me surpreendendo quando me preparei para o beijo e ainda fraca apenas apontei a porta sendo conduzida devagar por ela que ainda assim não me beijou.

Protestei assim que chegamos no local e Juls apenas riu nos meus lábios, antecedendo a fala que me teria aos seus pés.

- Onde você prefere gozar? - A pergunta me surpreende de imediato, tanto quanto sua mão se ficando forte em minha cintura, mas então retorno de volta ao espaço depois de viajar na minha mente ao ver seus lábios produzirem a palavra gozar e tudo faz sentido, ela me perguntava sobre a banheira ou o chuveiro.

- Banheira - Espaço pequeno, água quente, peles molhadas deslizando.

- Ótima escolha - Mas ela teria dito isso sobre o chuveiro também, porque quando nos sentamos uma de frente para outra completamente nuas e ela me prensou contra a banheira com as duas mãos apoiadas na borda enquanto começava a se encaixar por cima de mim eu tive certeza.

- Olhe para mim enquanto faço isso Valentina - Me pediu com seus olhos negros e grandes, então dos olhos baixados apenas alçei o queixo conforme Juliana começava a baixar lentamente.

Nesse então seus cabelos já não estavam mais presos, estavam sensualmente molhados caídos pela pele fervendo enquanto parava perto do interior da minha coxa se esfregando ali antes de chegar a mim de fato.

- Juliana... - Pedi sentindo como ela mordia o lábio inferior quando seu clitóris acariciava minha coxa, me enlouquecendo.

- Quem é a mulher mais linda de todas? - Outra vez sua pergunta me tem confusa, mas tão ofegante eu diria recitaria o hino  mexicano inteiro se significasse que ia rebolar daquele jeito que fazia tão perto exatamente em cima de mim.

CamilaOnde histórias criam vida. Descubra agora