Clube dos contos de terror - Problemas no gelo

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Clube dos contos de terror – Problemas no gelo

Samuel: A história que eu irei contar é sobre uns problemas que eu arrumei a onde eu moro, acredito que eu devia ter tomado outra escolha.

Alicia: O que você fez de errado?

Samuel: Eu vou contar agora mesmo.

Eu moro numa cidade bem gelada, costuma nevar até por lar e os rios ficam congelados, e eu fico muito tempo sentado na neve olhando para o rio quando estou na hora vaga e termino de comer, mas nesse dia eu estava de folga e acreditei que não teria problema ficar lá sentado na neve observando o fluxo do rio e alguns peixes nadando.

Mas algo além dos peixes veio junto dessa correnteza, eu acredito que não é algo comum e quando eu vi fiquei incomodado, era uma mulher, totalmente pelada, seu corpo estava pálido e seus olhos bem avermelhados, ela tinha algo em sua mão, parecia um pingente de algum colar que talvez ela usasse, eu fiquei um pouco incomodado com isso e eu não sei porque, mas eu a tirei de dentro do rio e a levei para casa.

Douglas: Você tem algum problema? Podia ter chamado a polícia ou alguém para ajudá-lo.

Samuel: Eu acabei de dizer que eu não sei por que fiz isso, mas me deixe continuar de onde parei.

Eu a cobri com minha jaqueta e a levei para minha casa, evitei que as pessoas a vissem, eu achei que ela ainda poderia estar viva, eu sentia seu coração batendo também, então eu podia salva-la de algum modo e fora que o seu pingente se parecia com uma espécie de estrela, era realmente bonito.

Dona da loja: Seu Samuel o que é isso? Quem é essa mulher?

Samuel: É só uma amiga Dolores, ela caiu no rio e eu a ajudei.

Dolores: Mas o que aconteceu com as roupas dela?

Samuel: Droga Dolores eu não sei, eu preciso chegar logo em casa, ela está gelada.

Dolores: Pelo menos me deixe dar algo para ela vestir.

Ela insistiu tanto que eu fui obrigado a deixar ela vestir a garota e ela a aqueceu um pouco também, ela havia voltado a respirar, mas continuava desmaiada, eu não sei o que eu faria, mas eu sinto que preciso cuidar dela e essa sensação é muito estranha, mas sua beleza me encanta.

Dolores: Como ela se chama, eu nunca vi essa garota por aqui.

Samuel: O seu nome é Cecilia, ela veio de fora da cidade.

Dolores: É um bonito nome.

Eu só disse isso porque era o que estava escrito no pingente dela, logo atrás dele, Cecilia é realmente um bonito nome, essa garota tem algo de especial nela, mas não sei o que seria, preciso logo chegar em casa e acorda-la, preciso saber tudo sobre essa garota.

Samuel: Bom precisamos ir andando, foi bom conversar com você.

Dolores: Espera, não vai esperar ela acordar?

Samuel: Eu preciso muito ir andando e se possível vou leva-la a um hospital.

Dolores: Deixe-me ir com você.

Samuel: Não precisa Dolores! Eu realmente preciso ir.

Com certeza ela notou que eu estava agindo estranho, ela queria tirar a garota de perto de mim, não pode fazer isso, mas eu realmente estou começando a achar que eu estou realmente agindo estranho, o que essa menina tem que me atrai tanto, o que é essa sensação de querer cuidar dela? Mais tarde chegando em casa eu a coloquei sentada em uma cadeira e a esperei acordar, eu fiquei a observando por um tempo, queria garantir que ia ficar tudo bem.

Quando ela acordou eu fiquei realmente feliz, seus olhos haviam voltado ao normal e sua pele não estava mais tão pálida quanto antes, ela era realmente linda, uma verdadeira princesa.

Samuel: Cecilia? Finalmente você despertou.

Cecilia: Quem é você? Como sabe meu nome?

Samuel: Eu a resgatei no rio, você estava desmaiada e achei que tinha que te ajudar de alguma maneira, uma amiga te deu essas roupas e eu te trouxe aqui, você não é daqui, não é?

Cecilia: Eu preciso ir embora, você não devia ter me ajudado.

Samuel: Do que está falando? Você podia ter morrido se não fosse por mim, eu te salvei!

Cecilia: Você é um pouco estranho, por favor fique longe de mim.

Samuel: Mas Cecilia... Eu estou impressionado com você.

Cecilia: Onde é a saída daqui?

Eu não podia deixar ela ir embora, algo dentro de mim dizia que se ela partisse algo muito ruim aconteceria, eu precisava faze-la ficar, mesmo que eu tivesse que prende-la, ela é minha agora, somente minha!

Cecilia: Eu realmente preciso ir, não quero te machucar.

Samuel: Me machucar? Você vai se machucar se for embora Cecilia, eu sinto isso.

Cecilia: Isso é uma ameaça?

Samuel: De forma alguma, eu quero cuidar de você, te proteger, eu não posso te machucar.

Ela ficou com uma cara de medo e insistiu em ir embora, eu não podia deixa-la ir, eu NÃO PODIA DEIXA-LA IR! EU PRECISO MANTE-LA AQUI SÃ E SALVA PARA NÃO CORRER NENHUM RISCO.

Eu acabei quebrando um dos meus copos e a deixei mais assustada, minhas veias estavam saltando e eu peguei uma faca e parti para cima dela, mas por algum motivo quando cheguei perto dela eu senti que estava ficando cada vez mais distante e a faca não estava mais na minha mão, ela havia sumido, eu olhei para baixo e a vi em meu peito, a Cecilia estava com os olhos avermelhados e depois disso ela correu, eu não sabia o que fazer, parecia que as coisas estavam ficando mais claras e minha obsessão por ela estava diminuindo, depois disso eu fui encontrado pela Dolores preocupada com a garota por eu estar agindo estranho e fui levado a um hospital, eu vim aqui para desabafar sobre isso que me aconteceu, ela me deixou totalmente louco por ela e depois desapareceu do nada, e a ultima coisa que eu vi foram seus olhos escarlates.

Samuel: Essa foi minha história.

Michael: Cara eu estava acreditando que você era estranho enquanto contava isso, mas agora minha opinião mudou um pouco.

Nick: Se estiver dizendo a verdade, então essa menina era uma bruxa e você foi enfeitiçado ao vê-la.

Douglas: Depois de tudo o que ouvi essa noite, bruxas não me impressionam mais.

Chloe: Mas isso é realmente incomodante.

Yamada: Já ouvi várias histórias sobre bruxas, mas isso é bem estranho e ao invés de se aproveitar de você ela fugiu.

Samuel: Fico agradecido por isso, o pior é que ganhei uma cicatriz no tórax e ficou horrível.

William: Apague sua vela Samuel, o próximo será o último dessa noite.

Douglas: Estou ansioso pra saber como isso vai acabar.

William: Apresente-se meu último convidado.

??: Eu sou Tyler e vou contar minha história, apesar de ela não ser tão incrível assim.

William: Estamos ansiosos pelo seu último conto.

Fim

O Vale dos pesadelos - Em revisãoOnde histórias criam vida. Descubra agora