Eu me chamo Bárbara e moro próximo das montanhas, eu estou morando numa casa por perto de lá para estudar uns animais que há por lá, bom mas a minha história tem a ver com uns números estranhos que tem aparecido atrás de minha casa, parecia que tinha alguém contanto alguma coisa e havia uns cinco riscos já, eu não sei quem estava fazendo isso ou o porquê, mas eu continuei por ali trabalhando.
Um dia eu encontrei um cara que dizia morar por ali também e ele se chamava Carlos, ele era como um fazendeiro e me convidou para ir a sua fazenda, ele disse que na sua casa também havia uns números e estava com 15 riscos na parede já e nem ele sabia me dizer quem estava fazendo isso ou a quanto tempo estava fazendo.
Bárbara: Então você vive aqui a muito tempo?
Carlos: Pode se dizer que sim, eu moro aqui desde criança e esse tipo de coisa nunca aconteceu, é bem recente mesmo.
Bárbara: Será que não poderiam ser crianças?
Carlos: Eu não acredito que possam ser crianças, até porque não há nenhuma aqui, eu vivo por aqui e sempre desço a montanha para vender o que tenho, esse lugar é tranquilo.
Bárbara: Sim, eu sei disso e por causa disso que eu vim para cá, mas eu não vou deixar isso me atrapalhar, obrigado pelo café, eu vou voltar para a floresta para ver se encontro alguma raposa.
Carlos: Boa sorte para você moça e tome cuidado.
Eu deixei o Carlos trabalhando e fui para a floresta, eu levei minha câmera comigo e comecei a tirar umas fotos de uns pássaros e um coelho que eu encontrei, mas nenhuma raposa por perto.
Continuei andando e encontrei uma raposa comendo um coelho, fiquei parada e tirei a foto dela, mas ela me viu e se assustou e correu com sua presa em sua boca, eu fiquei tranquila por ter conseguido uma foto boa, mas quanto mais eu olhava a foto eu via uma figura preta ao fundo, eu fiquei olhando e parecia estar de costas, não era um animal, mas mesmo assim não tinha como saber o que era, estava meio borrado.
Eu tomei a decisão de continuar andando e ver o que poderia ser, pela foto não estava muito longe, então eu fui andando para mais perto dos arbustos e vi a coisa preta andando mais longe, ela estava de costas e parecia ter pés de humano, seria uma pessoa então? Mas da distância que eu estava a câmera ia pegar perfeitamente, mas ela estava de costas e não sei se seria uma boa ideia, ainda não vou saber o que é.
Continuei seguindo a criatura até umas montanhas, mas quando cheguei na montanha ela não estava mais lá e o que havia era apenas uma brisa forte e uns pássaros voando baixo, eu acredito que era coisa da minha cabeça, pensei em ir de novo na casa do Carlos e perguntar para ele sobre essa criatura, talvez ele saiba de algo.
Enquanto eu descia e ia para a casa dele eu encontrei outros animais e tirei mais fotos deles, a vida aqui parece ser realmente tranquila, mesmo assim meu objetivo no momento era descobrir o que podia ser aquilo.
Chegando na casa dele o vejo mexendo na terra percebo que sua parede tem uma marcação recente, mas bem vermelha, parecia ser sangue, eu resolvi tirar uma foto da parede antes de ir conversar com ele.
Carlos: O que está fazendo senhora bárbara?
Bárbara: Eu vi essa marca nova e resolvi tirar uma foto, quero dar uma olhada depois.
Carlos: Entendo, o que você queria comigo?
Bárbara: Eu estava tirando fotos e quando tirei dessa raposa, eu vi uma figura preta bem aqui ao fundo e eu persegui ela, mas a perdi de vista, você sabe me dizer o que seria?
Carlos: Eu nunca vi nada igual e está muito borrado, mas você disse que a seguiu, o que viu?
Bárbara: parecia ter pernas humanas e longe parecia estar usando uma capa no corpo para esconder-se, mas ao mesmo tempo não parecia ser uma roupa.
Carlos: Muito estranho.
Bárbara: Bom, eu não quero atrapalhar o senhor, eu vou voltar para casa e vou dar uma olhada nessas fotos.
Carlos: Vá com cuidado, você pode está sendo assombrada por um espírito.
Bárbara: Claro, tomarei cuidado.
Continuei andando até chegar em casa e fui até a parte de trás de cara e vi que havia mais marcações em minha casa também, mas nenhuma delas em vermelho e agora parecia ter umas 5 a mais, isso não vai prestar, quero muito saber quem é o culpado.
Eu entrei em casa e passei a noite observando as fotos, tentando entender o que poderia ser, então eu pensei em pesquisar na internet sobre esse pequeno ser e o que eu encontrei foram informações sobre pessoas que sofreram uma morte anormal e em suas residências havia marcações em números, mas todos os casos eram no interior ou em locais tranquilos, o que será que é essa coisa e o que eu deveria fazer para evita-la?
Continuei olhando e uma pessoa que o viu que sobreviveu o chamou de criatura da face branca, ela tem a altura de uma criança e usa um capuz preto que cobre o corpo todo e ela anda com um machado e um prego grande para marcar na parede, mas o que essa coisa conta? E o que ela espera?
Eu estava muito cansada de tanto pesquisar e resolvi ir dormir na minha cama mesmo, mas quando me deitei achei ter ouvido passos dentro de casa e achei isso estranho, se fosse aquela coisa eu tinha que matá-la, mas como eu faria isso?
Eu me levantei e fui atrás dos passos, mas quando cheguei não havia ninguém por perto, então saí de casa e fui dar uma olhada do lado de fora e quando saí minha casa estava marcada de sangue com os riscos de novo e havia um zero também, eu fiquei um pouco assustada e saí andando para trás, foi quando eu vi a criatura me olhando, era igual a discrição, mas ela tinha um cabelo longo preto e seu rosto era totalmente branco com os olhos pretos e não tinha boca, ela levantou seu machado para me atacar, mas eu corri para dentro de casa e ela veio atrás de mim.
Eu estava desesperada e só queria viver para sair daqui, eu corri e peguei minha câmera e a criatura já estava na janela sentada me olhando, eu fiquei muito em choque e acabei tirando uma foto dela e com o flash ela caiu para trás e eu corri, corri tanto que desci as montanhas, foi a noite descendo até chegar na vila e as pessoas de lá me ajudaram, eu mostrei a foto e dias depois eles foram buscar o Carlos, mas fiquei sabendo que o encontraram morto, eu nunca mais voltei lá e depois de um tempo eu conheci esse lugar e vim aqui para contar minha experiência.
William: Obrigada senhora Bárbara, sua história foi de fato diferente e essa criatura tem um ar bizarro mesmo, eu acredito que você não queira ver ela mais.
Bárbara: Nunca mais, o quanto mais longe ficar de mim melhor.
Nick: Mas afinal o que ela estava contando?
Douglas: Isso ficou bem claro para mim, ela estava contando os dias para a morte dela e já chegou a zero.
William: Mas está tudo bem por enquanto ela ficara bem, enquanto não entrar em contato com a criatura ela não irá morrer, pode apagar sua vela.
Bárbara: Sim senhor.
Nick: Agora falta cinco velas, ou seja, mais cinco histórias.
William: Certamente, o próximo pode se levantar e contar.
Fim

VOCÊ ESTÁ LENDO
O Vale dos pesadelos - Em revisão
TerrorAs vezes coisas ruins podem acontecer com você por estar no lugar errado, na hora errada, as vezes algumas lendas podem se tornar realidade também, tome cuidado ao sair de casa, ou poderá ser atacado por qualquer coisa, afinal o sobrenatural está ao...