CAPÍTULO 20-DIOGO ENFRENTA OS PAIS

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(ALERTA: ESTE LIVRO É IMPRÓPRIO PARA MENORES!)


Miriam entrou em pânico quando viu o filho marchando depressa demais para acreditar que ele ainda deveria ficar de repouso.

_Diogo, volte aqui!_ela saiu apressada atrás dele, temendo que o filho saísse pelas ruas agredindo todo mundo, seguindo o exemplo do primo doido.

Diogo foi para o quarto, pegou a mala e começou a jogar suas roupas dentro.

_Você não vai embora com a Estela e muito menos com o seu primo endemoniado!

_E quem irá me impedir...você? Pode tentar._falou sem olhar pra mãe.

Ela falou tentando retomar a autoridade que percebia que estava perdendo:

_Me respeite que eu sou a sua mãe!

_Te destituo do cargo, caso o fardo esteja pesado demais, mãe. A Estela já ocupa esta posição há anos e você nem percebeu._falou sentindo que desejava realmente machucar a mulher que lhe dera à luz.

Se sentindo empoderado pelo amor que sentia pelo primo, percebeu que não se arrependia de ter falado aquilo!

A mãe o olhava sem acreditar que aquele era o seu filho perfeito...onde fora que ela errara? Quando o deixou na casa da mãe para poder estudar...e depois estudar mais...e depois trabalhar...e fazer cursos...será que ele não entendia que ela não tinha como tê-lo criado?

Ficaram um tempo em silêncio...ela tentando achar palavras...ele percebendo que essas já não lhe faziam falta alguma.

Diogo já fechava a mala, evidentemente só levando o básico e deixando a maioria das coisas para trás...que se danasse! Daquele velho mundo não queria mais nada!  Não suportava ficar ali por nem mais um minuto!

_Pra onde você está indo, meu filho? Olha o seu estado, Diogo! Vai piorar é isso o que quer? Pra depois jogar na minha cara que foi culpa minha...é isso?_ela tentava restabelecer diálogo.

Ele não a olhou, apenas verificava se estava levando seus documentos e o mais necessário.

_Vou esperar a Estela e o Mateus, mas não aqui, ou vou fazer uma loucura!

Ela decidiu chocá-lo, pois talvez ele não tivesse ouvido direito quando ela falava ao telefone:

_Feito o seu primo doido que bateu na cara da sua mãe?

Ele a encarou com os olhos arregalados, feito louco e ela deu um passo atrás percebendo como ele estava alterado!

Diogo já não sentia mais a fraqueza de antes...nem a tontura...apenas o ódio crescer por ter ouvido tudo aquilo...por pensar em Mateus preso...preso...preso! Nada mais importava...apenas aquilo: privar o seu amor daquele espírito livre o encarcerando numa cela!

_Eu estou com vontade de bater na sua cara, mãe!

Ela não viu a hora em que esbofeteou o rosto inchado do filho!

Diogo viu estrelas ao sentir a mão da mãe acertar em cheio o local ainda sensível da cirurgia e não conseguiu evitar um gemido alto!

A própria mãe foi quem gritou quando percebeu o que tinha feito!

_Olha aí o que eu fiz...meu Deus! Arrebentou os pontos, Diogo? Está saindo sangue...doendo? Pelo amor de Deus, diga que não..._choramingou  visivelmente arrependida tampando a boca.

Ele não respondeu. Estava com um desejo intenso de que a mãe sofresse bastante com  aquela dúvida do quanto o tinha machucado.

O rapaz foi até o banheiro lavar o sangue que parecia ter recomeçado a sair do local do dente extraído.

QUANDO O AMOR ENLOUQUECE!-Armando Scoth Lee-romance espírita gayOnde histórias criam vida. Descubra agora