CAPÍTULO 56-SABRINA INFERNIZA!

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(ALERTA! ESTE LIVRO É IMPRÓPRIO PARA MENORES!)


Diogo ficou impressionado como os dois, Leandro e Estela, levaram aquilo a sério: ele não via Leandro!

Primeiro dia...segundo...uma semana inteira do rapaz trabalhando ali e o neto de Estela Dantas não botou os olhos sobre ele!

_Melhor assim._pensou Diogo.

O nome de Leandro, porém, virara algo comum naquela casa: eram elogios das empregadas, algum comentário entre Sidnei e Estela...as melhorias aparecendo na fazenda...

Diogo queria saber como o rapaz conseguia fazer tanta coisa sem ser notado!

Será que Leandro ficava atento ao horário que ele chegava? Será que ele se escondia?

Diogo reconheceu que o certo era assim mesmo...melhor não se verem mais.

O neto de Estela Dantas forçou-se a ter todas as atenções focadas em seu trabalho a fim de esquecer que Leandro existia...e ia e vinha a sua casa.

Diogo chegava exausto todos os dias, jantava, tomava banho e caía na cama!

A avó agora fazia  reuniões espíritas  às terças e sextas-feiras...sempre o mesmo grupo...três senhoras da região...dois senhores...Sidnei e Estela.

Diogo preferia fechar-se no quarto e não participar das reuniões. Não se interessava e não queria fazer parte daquilo...agora mais ainda que fora enganado ao dizerem que era Leandro o seu Mateus reencarnado.

Não era, afinal, uma doutrina séria, imaginou, mesmo sem falar com Estela pra não magoá-la. Era uma doutrina falha...errara ao dizer aquilo...ao enchê-lo de esperanças...melhor manter-se afastado.

Naquela noite, parecia que o grupo estava maior...mais gente conversando e ele novamente preferiu fechar-se em seu quarto até que a reunião terminasse.

As pessoas falavam sempre baixo e ele não prestava atenção nas falas delas.

Ele não queria fazer parte daquilo tudo...muito menos não queria fazer parte daquele grupo iludido acreditando que ali falavam com seus entes queridos...nem sempre aquilo era verdade, ele agora sabia.

O quarto parecia mais quente do que o normal naquela noite e ele abriu a janela. Logo os pernilongos vieram fazer festa lhe dando picadas nas costas nuas. Fechou a janela  novamente.

Foi pegar água na garrafa que levava para o quarto, ela tombou e derramou no chão!

_Droga!

Teria que ir lá fora...teria que ir perto demais da sala onde faziam as reuniões...todos em volta de uma mesa...teria que ter cuidado para não atrapalhar a sessão espírita...muito menos chamar a atenção de alguém.

Diogo foi até à geladeira. Alguém sussurrava ali perto...na sala da reunião...e ele ficou incomodado com aquilo. Um lamento doloroso, realmente incômodo.

Prometeu que a partir da próxima reunião, ia preferir sair de casa ou ficar num canto da varanda até que todos fossem embora. Melhor do que ficar acuado em seu próprio quarto.

Diogo quase já chegava na segurança do seu quarto quando a marcha foi interrompida por aquela voz  que  fez arrepiar-se todo!

_Chama ele pra mim._ouviu uma voz conhecida que o fez arrepiar-se e soltar a garrafa de água no chão.

_Ele não gosta...deixe-o em paz._era a voz de Estela.

Diogo sentiu o coração acelerar-se, pois reconheceu a voz de Sabrina, a falecida mãe de Mateus!

QUANDO O AMOR ENLOUQUECE!-Armando Scoth Lee-romance espírita gayOnde histórias criam vida. Descubra agora