CAPÍTULO 62-O ASSÉDIO!

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(ALERTA! ESTE LIVRO É IMPRÓPRIO PARA MENORES!)


O veterinário era muito observador e, por isso, notou como o seu empregado entrara desfeito após conversar com o neto de Estela Dantas.

Dr Patrick Osíris Camargo, dono daquela clínica, passou o restante do dia observando Leandro e percebeu que ele estava um pouco nervoso, como se a visita de Diogo realmente o tivesse incomodado.

No final do expediente, o veterinário finalmente decidiu chamar o funcionário para uma conversa.

_Quando terminar de fechar a clínica, por favor, me procure na minha sala, sim?_disse o médico.

Leandro sentiu um frio no estômago. Já imaginou o que poderia ter acontecido...talvez Diogo chegara em casa e reclamara com o marido da avó que fora maltratado pelo novo funcionário da clínica.

Doutor Sidnei devia ter ficado revoltado, entendendo que o rapaz estava sendo um mal agradecido, depois do favor que lhe fizera arranjando-lhe aquele emprego. Ligara para o amigo e pedira para demitir o rapaz!

Leandro demorou-se um pouquinho mais na clínica, despediu-se dos animais ali internados, fazendo um carinho em cada um. Já se afeiçoara a eles...todos eles. Era tão bom trabalhar ali, fazer o que gostava que era cuidar dos animais...e agora iria perder o emprego.

Vacilo dele! Se era ele quem precisava do emprego, deveria ter sido mais educado e tolerante com Diogo! Agora ficaria mais uma vez desempregado e, talvez, o próprio Diogo espalhasse pela cidade críticas negativas em relação a sua conduta. Não mais conseguiria emprego ...talvez nem nas cidades vizinhas, visto que a família Dantas era tão respeitada ali!

Procrastinou ao máximo ir ao encontro do patrão, pois certamente ele já estaria com a sua carta de  demissão sobre a mesa...e com apenas quinze dias ali...o que ele receberia não daria pra fazer as despesas do mês inteiro!

_Leandro!_chamou finalmente o veterinário.

O rapaz  respirou fundo...fizera merda e agora seria castigado por aquilo! A mãe já havia lhe ensinado que quando se precisa...engole-se o orgulho e capricha na humildade. 

_Pois não, doutor Osiris._falou respeitosamente. 

Iria agradecer a oportunidade, pois realmente o médico fora muito gentil em dar o emprego para alguém que tinha apenas o ensino médio. 

O médico era alto, gordo e tinha um sorriso amigável. A vasta cabeleira já estava grisalha e realmente era um excelente profissional.

_Sente-se, filho.

Novamente o estômago de Leandro doeu ao imaginar que no dia seguinte não estaria mais ali e sim nas ruas implorando emprego.

_Está gostando do emprego?_ o médico o questionou amigavelmente se aproximando.

Leandro conhecia aquela técnica...primeiro ele queria se certificar de que o empregado não sairia dali falando mal da clínica.

_Sim, doutor Patrick...eu estou adorando. Nem sei como agradecer ao senhor a oportunidade!

O veterinário sorriu vendo a sinceridade do rapaz.

_As pessoas têm elogiado muito o seu trabalho...e os animais te amam!_sorriu._Eles te amam!

Leandro sentiu um fio de esperança imaginando que talvez se implorasse, tivesse uma segunda chance...mesmo com os dois médicos, o seu patrão e doutor Sidnei, sendo tão amigos.

_Obrigado, doutor Patrick...eu estou me esforçando ao máximo!

_Eu sei, Leandro...eu sei. Tem feito um excelente trabalho, admito.

QUANDO O AMOR ENLOUQUECE!-Armando Scoth Lee-romance espírita gayOnde histórias criam vida. Descubra agora