CAPÍTULO 64-UM SONHO MELADO DE AMORA...

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(ALERTA! ESTE LIVRO É IMPRÓPRIO PARA MENORES!)


Leandro levantou-se cedo e abriu a janela sentindo a  brisa da manhã invadir a casa simples.

Fechou os olhos e aspirou o cheiro forte das amoras já passando de maduras e pedindo para serem colhidas.

_Filho, vá logo pegar as amoras porque logo a Estela irá chegar para me ajudar a fazer as geleias._disse Cecília chegando atrás dele e lhe dando um beijo de bom dia.

Diogo levantou-se cedo e abriu a janela sentindo a brisa da manhã invadir o casarão da fazenda.

Olhou para a casinha que antes pertencia a Sofia Guedes e que agora parecia ter outros moradores.

Firmou o pensamento e não conseguiu lembrar-se de quem havia comprado a casa da velha Sofia.

A porta abriu-se atrás dele e Estela entrou sorrindo, braços dados com Sidnei.

_Já levantou, meu querido?

Avó e neto se abraçaram e se beijaram.

_Estela, vi que tem gente morando na casa da dona Sofia. Você sabem quem é?_perguntou o rapaz curioso.

_Me disseram que são mãe e filho que chegaram há pouco tempo na cidade.

Diogo voltou a olhar para a casinha ao longe. Parecia ter sido reformada e só de olhar já lhe passava uma paz tão grande que ele sorriu mesmo sem querer. 

_Não quer ir lá dar boas vindas aos nossos novos vizinhos?_sugeriu Sidnei com um sorriso maroto no rosto._Dizem que o rapaz que mora lá é um tesãozinho.

Estela deu um tapa no ombro do marido:

_Não fale deste jeito que ele é afobado e daqui a pouco pula a janela e sai correndo!

Diogo não deu ouvidos aos gritos da avó quando realmente pulou a janela a fim de encurtar o caminho para chegar à casinha humilde.

Foi interessante a facilidade de saltar, mesmo a janela não sendo baixa, mas parecia que ele seria capaz de fazer tudo...até o impossível naquela manhã tão linda! Sentia-se tão leve, tão ágil, tão cheio de um entusiasmo como há nunca tinha sentido!

Na casa de Cecília, a mãe chegou perto do filho e estendeu as mãos, vendo que ele se preparava para ir colher as frutas.

_Filho, tire a camisa, porque a última que você vestiu pra colher as frutas ficou manchada. Me dê aqui...vá sem camisa mesmo._ela sugeriu com sua voz aveludada e calma.

O filho reconheceu que era apaixonado pela mãe e que poderia ficar o dia todo conversando com ela.

_Claro, mãezinha...afinal, está quente e será bom tomar um pouco de sol._disse arrancando a camisa e entregando pra mãe.

Leandro pegou o cesto e dirigiu-se às amoreiras...

Um sorriso insistia em brincar nos lábios do rapaz que sentia-se muito bem disposto naquela manhã.

Diogo desceu correndo o morro que separava a sua casa da casa da antiga benzedeira Sofia Guedes.

O neto da escritora sentia o vento no rosto, fresco, delicioso e parecia voar morro abaixo! Seus pés mal tocavam o chão e nenhum obstáculo veio atrasar a sua corrida.

Leandro embrenhou-se no meio das árvores frutíferas e eram tantas que ele ficou oculto pelas folhas.

Diogo chegou à casa e ia bater palmas para chamar a atenção de algum morador, quando percebeu um movimento entre as amoreiras.

QUANDO O AMOR ENLOUQUECE!-Armando Scoth Lee-romance espírita gayOnde histórias criam vida. Descubra agora