"Eu achei que era amor, que ele me amava. mas tudo não passava de uma ambição."
Agora ela pensa que vai cuidar do bebê sozinha... ou talvez não.
Montserrat vai encontrar o amor de uma forma clichê e inesperada.
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- Me dê apenas um motivo para que eu desista. - peço cruzando os braços em sua frente, estou sentindo um misto de sensações, estou chateada, irritada e triste.
- Apenas um? - Vicent me olha, ele está sentada no banco da cama de pernas abertas me olhando com uma expressão de desinteresse.
- Sim, apenas um. - peço encarando profundamente aquelas iris azuis maravilhosas. Esses olhos tem o dom de me fazer esquecer as coisas e me deixar calma quando preciso, mas hoje não bonitão, hoje não.
Desde que eles me contaram sobre o T.D.I, fizemos vários acordos e até agora estão dando certo, como por exemplo a convivência, estamos fazendo um rodízio de namorados. Uma semana de cada homem, a do Samuel passou e como sempre foi bem tranquila, bem, tirando o fato de que tivemos uma pequena discussão sobre uma garota da faculdade que anda dando em cima dele. No final deu tudo certo.
E agora estamos em plana terça-feira, e Vicent e eu estamos tendo uma conversa um pouco... calorosa.
Samuel fez questão de me acompanhar nas consultas e ele conversou bastante com a minha obstetra, tirou todas as dúvidas que tinha e perguntou sobre relações sexuais. A médica foi paciente explicou tudo direitinho, disse que contanto que não tenha nenhum movimento brusco ou posições loucas tudo ficaria bem. E por saber disso, perguntei ao bonitinho aqui o porquê dele não ter me tocado ainda. Ele desconversou e quiz fugir do assunto, Vicent nunca fez isso antes e por achar estranho e querer saber o real motivos cá estamos nós, nos encarando.
- Não sou delicado. - ele responde como se fosse um segredo. Isso eu já sei.
- Não é um motivo. - respondo curta e grossa, ele rir nasalado e me olha de novo.
- Você não entendeu, Montserrat Angelina.
Ele nunca me chamou pelo primeiro nome, sempre foi pelo segundo, segundo ele é porque lembra do nome Angel. Ele diz que sou um anjo na vida dos dois.
- Realmente não entendi, me explica.
- Eu. Não. Sou. Delicado. - diz pausadamente me encarando com esses olhos frios. - Não sou o tipo de homem que faz amor lento e devagar, por isso não posso te tocar de maneira sexual agora. Vamos deixar o bebê nascer primeiro
- Tenho certeza de que no fundo você consegue ser delicado, amor. E tenho certeza de que você não vai nos machucar. - chego perto dele, aproveitando a aproximação ele me puxa para seu colo. - Sei que consegue e eu quero muito fazer amor com você...
- Não consigo anjo, sei que não consigo. Acredite. Já tentei uma vez e não deu certo. - ele fala e pelo seu tom de voz ele parece dizer a verdade.