"Eu achei que era amor, que ele me amava. mas tudo não passava de uma ambição."
Agora ela pensa que vai cuidar do bebê sozinha... ou talvez não.
Montserrat vai encontrar o amor de uma forma clichê e inesperada.
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- Porquê está chorando? - ele pergunta ainda alisando meu braço num carinho.
- Eu disse que isso iria acontecer... vocês não me ouviram. Nenhum dos dois me deu ouvidos... olha o que aconteceu.
- Isso não é culpa sua, não entendo porque está se culpando. Aquele imbecil não vai fazer nada, não é como se ele tivesse alguma vocação para ser pai.
- É mesmo? - levanto e o olho. - E quem me garante que amanhã ele não vai voltar e exigir de novo a paternidade?
- Ele não vai Angelina, não precisa ter medo. - ele insiste, eu queria acreditar mas não consigo.
- É tão fácil assim pra você? - pergunto. - Você não parece nenhum pouco assutado com tudo isso...
Não estou lhe acusando, longe disso mais ele está com uma cara de calmaria que assusta qualquer um. Inclusive a mim.
- Realmente, não estou assustado. - ele diz ainda mantendo o tom calmo. - Vi o jeito que ele me olhou, e sei que ele não vai fazer nada. Não precisa se preocupar, ele realmente não vai fazer nada.
- É muito fácil falar, não é do seu filho que estamos falando. - antes que eu passe por ele para voltar ao jardim ele segura meu braço me fazendo voltar.
- O que foi que disse? - agora ele está duas vezes mais calmo, está me assustando. - Repete Angelina. Acho que não ouvi direito. Entendo que esteja assutada e que o que acabou de acontecer não estava nos planos, mas isso não lhe dá o direito de falar um absurdo desses. Fui claro?
Pela primeira vez desde que o conheço estou sentindo medo dele. Os olhos parecem duas vezes mais escuros que o normal, e sua expressão está me assustando ainda mais.
- Entendi. Agora por favor me solta... - peço quase num sussurro. - Eu sei que não quer me machucar, mas está me assustando amor...
Ele não está apertando meu braço, mas os olhos deles estão me assustando. Ele respira fundo e ao invés de me soltar, me puxa para um abraço. Abraço esse que demoro dois segundos para retribuir.
- Desculpe. - ele sussurra no meu ouvido. - Sabe que nunca machucaria você... eu só fiquei bravo. Me perdoa.
- Tudo bem, apenas não faz de novo. - ele deixa um beijo na minha testa. - Desculpa também, não deveria ter falado isso. Vou no banheiro, pode ir na frente.
- Me desculpa, tá? Eu realmente não queria te assustar. - agora ele está calmo, ou ao menos parece estar. - Te vejo lá fora?
- Sim, vou apenas dar um jeito no meu rosto. A maquiagem deve ter borrado.
Sem esperar por respostas dele subo as escadas e entro no meu antigo quarto, corro até o banheiro e me tranco lá. Quero muito chorar, mas não posso porque vou borrar ainda mas a maquiagem e sinto que se eu chorar agora não vou conseguir parar tão cedo. Então para não estregar a festa é melhor fingir que nada disso aconteceu, hoje é um dia importante e nada nem ninguém vai estragar isso. Não mesmo!