"Eu achei que era amor, que ele me amava. mas tudo não passava de uma ambição."
Agora ela pensa que vai cuidar do bebê sozinha... ou talvez não.
Montserrat vai encontrar o amor de uma forma clichê e inesperada.
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Vicent está me encarando como se eu fosse louca, me pergunto se ele realmente acha que sou louca.
- Espere, deixe-me ver se entendi. - ele fala olhando para todos nós, estamos todos reunidos, afinal a cerimônia do nosso casamento amanhã. - Quer casar-se comigo também? E quer colocar o nome de uma criança morta na sua filha?
- Ela voltou a ser minha filha? - suspiro cansada, achei que tínhamos conversado sobre isso. - Pode me dar uma resposta?
- O que você quer que eu diga? - ele está surpreendentemente calmo, com sempre. - Não concordo com isso.
Balanço a cabeça já sabendo que essa conversa não daria em nada, mas quis tentar mesmo assim. Ultimamente Vicent parece mais irredutível do que antes, e honestamente não sei se tenho mais paciência pra aguentar isso. Eu o amo, mas às vezes quero bater nele até que fique roxo.
- Com que parte exatamente você não concorda, Vicent? - seu avô faz a gentileza de perguntar, pois a minha gentileza já sumiu faz tempo.
- Vocês enlouqueceram? - ele voltou nos olhar, não parece estar brincando. - Ninguém vai aceitar casar você duas vezes com o mesmo corpo, sabemos muito bem disso. E quem coloca o nome de alguém morto no próprio filho? Com tantos nomes você quer justo esse? Porquê não escolhe outro?
Fico calada olhando para o nada, ele tem mesmo que ser assim? Entendo que Vicent nunca foi uma pessoa fácil de lidar, mas às vezes ele passa dos limites.
- Tudo bem gente, sabíamos que ele não concordaria com nada mesmo. - levanto totalmente desanimada. - Vamos manter o plano original, amanhã eu me caso com o Samuel, ok? Obrigada por tentarem me ajudar.
Levanto para sair da sala, mas ele me impede.
- É tudo o que vai dizer? - me viro e o encontro no mesmo lugar, continua inexpressivo.
- O que quer que eu diga? - cruzo os braços em cima da barriga. - Te pedi duas coisas e você negou ambas, até aí tudo bem, você nunca faz o que te peço e o seu não, não me surpreendeu. É tão errado eu querer me casar com os dois homens que aprendi a amar? É tão errado eu querer homenagear a sua irmã? Tá vendo como você gosta de mentir bem na minha cara como se não fosse nada? Eu estou cansada, Vicent. Muito cansada, sabia?
- Onde exatamente eu mentir pra você, Angelina? - Vicent levanta, finalmente ele parece sentir alguma coisa.
- Não foi você quem disse que sua irmã era a pessoa mais importante da sua vida? Porque agora não quer me deixar colocar o nome dela na minha filha?