Laila é uma jovem brasileira que se mudou para a Inglaterra com os pais, vivia uma vida solitária, mas normal. Contudo algo inesperado acontece... Henry, um inglês abastado, acostumado com a solidão tem uma bela surpresa em sua triste vida.
Direit...
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Acordar com a minha esposa aninhada nos meus braços era uma sensação que jamais saíra das minhas lembranças mais preciosas. O aroma que seu corpo exalava, sua respiração calma, a pele que me aquecia confortavelmente até nos dias mais quentes; as pálpebras tranquilas, sem pressa de se abrirem, a curva das costas que se encaixava perfeitamente no meu abdome.
A luz da manhã atravessava o tecido fino da cortina e invadia o quarto da Laila. Senti meu coração acelerar e minha respiração vacilar, torci para não acordá-la.
Já não sentia meu braço esquerdo, onde sua cabeça estava apoiada, mas a felicidade que eu sentia me permitia ignorar tudo ao meu redor.
Ela se mexeu preguiçosa e abriu os olhos devagar, procurando os meus.
– Bom dia, meu amor.
– Bom dia – Respondeu virando-se para mim. – Então não foi um sonho?
– Espero que não – Sussurrei. – Dormiu bem?
– Foi a melhor noite que tive desde o dia que voltei.
Envolvi sua cintura com meu braço livre, o tecido liso da camisola dançava em contato com a nossa pele. Beijei-a, sem pressa, sentindo sua mão acariciando o meu cabelo.
– Mamãe, papai – Ouvi John chamar do outro lado da porta.
– Parece que temos companhia – Dei mais um beijo rápido nela e me levantei.
Fiquei desconcertado ao perceber como estava vestido, a roupa de baixo que eu usava era muito pequena, não entendia como os homens conseguiam usar aquela peça desconfortável.
Vesti apenas a calça, o nosso filho certamente não se importaria com isso.
– Estou com fome – Ele disse, assim que eu abri a porta.
– Fique aqui com a sua mãe enquanto preparo algo.
Deixei a porta do quarto aberta e fui até a cozinha, acompanhado pela Poli, a cadela invasiva que me odiava.
Olhei dentro dos armários, mas não havia nada pronto, além de biscoitos e doces, então decidi preparar ovos – não consegui aprender muitas coisas com Laila.
Quebrei os ovos em uma tigela e tentei acender o fogo. Minha esposa fora paciente ao me explicar como usar aquele fogão, mas eu seria incapaz de fazer aquilo sozinho.
Eu não queria chamá-la, então continuei tentando me lembrar o que deveria fazer. Estava concentrado de tal forma que sequer ouvi o barulho da porta; quando percebi, havia um casal de meia idade parado perto da porta da cozinha. Com o susto, escorreguei e cai sobre o chão frio, completamente envergonhado.
– Quem é você? – O senhor perguntou.
Eu tentava cobrir a minha parte desnuda. O constrangimento me impedia de falar qualquer coisa.