Papai noel obrigado pelo presente

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- Como assim me resgatar? – Perguntei confusa e Paulo deu risada –

- Minha família veio passar o fim de ano na minha casa – Paulo passou em mão em seu cabelo super liso de dar inveja em qualquer um – E eles me obrigaram a vir aqui te chamar para ir lá para casa.

- Serio? – Sorri – Minha mãe não vai me deixar sair antes da meia noite. – Paulo revirou os olhos –

- Ela não precisa saber. – Paulo pegou minha mão e me puxou para fora, fechando a porta em seguida – Mands esta ai?

- Sim, ela vai me matar se eu sair e deixar ela sozinha nessa festa de mortos – Paulo riu -

- Depois você se resolve com ela, eu só não posso chegar em casa sem você porque se não eu vou voar da varanda da minha casa – Dei risada – Vamos antes que sua mãe perceba que você sumiu.

- Eu vou sem celular? – Reclamei –

- Ai Priscila não complica! – Dei risada – É bom que sua mãe não te liga para te encher o saco, eu prometo que depois da meia noite eu te trago de volta viva para sua mãe poder te matar

- Ai que engraçadinho! – Dei um tapa em seu braço. Escutei a voz da Mands perguntando para minha mãe na onde eu estava – Vamos logo! – Sai puxando Paulo portão a fora –

Entrei rapidamente no carro do Paulo que estava estacionado na frente da garagem da minha casa, nenhum dos amigos da minha mãe estacionou na frente da garagem porque minha mãe avisou para eles não estacionar porque vai que acontecesse alguma coisa e ela precisasse sair com seu carro, então ninguém estacionou ali.

- Pensei que você iria passar o fim de ano em Campo Largo. – Arrumei meu cabelo e Paulo me olhou antes de ligar o carro –

- Eu iria, mas minha família decidiu que iriam vir para cá, eles querem provar do fim de ano de São Paulo – Ri fraco –

- Estou com saudade da sua família – Confessei – Faz tempo que eu não vejo eles.

- Minha mãe quase me bateu quando eu falei que não iria vir te buscar, mulher agressiva. – Dei risada – Eles não entendem que a gente não tem mais nada – O ouvir falar isso doeu, doeu muito, mas é a pura verdade – Desculpa-me não queria falar isso.

- Não precisa pedir desculpas – Ri fraco – Você só falou a verdade Paulo.

O caminho até a casa do Paulo foi um total silencio, nem o radio estava ligado para acabar um pouco com o clima tenso que se instalou. Assim que Paulo estacionou seu carro no estacionamento do seu prédio eu rapidamente sai do carro e fui em direção ao elevador.

- Calma ai, tudo isso é saudade da minha família? – Assenti – Você esta com uma cara estranha o que foi?

Eu fiquei muito magoada quando você falou aquilo dentro do carro! – Pensei mil vezes e desisti de falar.

- Nada não, essa é a única cara que eu tenho – Paulo me olhou triste, mas entrou no elevador e eu entrei logo em seguida –

Eu já odeio elevadores, ainda pegar elevador junto com o Paulo e ficar em silencio me fez odiar mais elevadores. Assim que o elevador parou no andar de Paulo eu sai o deixei lá dentro, pouco dialogo e todo mundo fica feliz.

Paulo passou por mim e abriu a porta da sua casa e entrou deixando a porta aberta escutei a voz da Rosangela perguntando se eu não tinha vindo. Entrei logo depois de Paulo e fechei a porta.

- Perguntando de mim Rô? – Sorri abertamente quando cheguei na cozinha e dona Rosangela olhava feio para o Paulo. Ela veio na minha direção e me abraçou – Que saudades que eu estava da senhora. – Ela me soltou e me olhou feia –

Destiny [banda fly]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora