•/Luísa Souza/•
Selo nossos lábios.
Minha língua pede passagem e ele cede. Ele ainda estava surpreso pelo meu ato, mas correspondeu. É um beijo calmo, carinhoso, com desejo e... Amor?
Era como se o mundo tivesse se desligado. Como se estivéssemos em outro lugar. Juntos. Como se só existisse nós dois.
Seus braços rodearam a minha cintura, me puxando para ele. Meus braços rodearam seu pescoço.
Ali, abraçada a ele, sentindo os braços dele em volta do meu corpo, eu senti paz. Eu senti que nada poderia me atingir. Nada que já tinha me atingido antes importava.
Sabe aquela resposta que eu queria? Não quero mais. Depois desse beijo, a minha mente vai lutar contra o meu coração. Mas agora não, só depois. Agora tem algo mais importante. Muito mais importante. Algo que não deixa a minha mente funcionar.
A essa altura já estou sem sanidade mental. Ela está do meu lado aplaudindo e gritando alguns "Parabéns!", uns "Até que fim!" e outros "Vivi para ver isso!".
Uma ligação fez com que parassemos o beijo.
RANÇOOOOOOOO!
Maldita ligação!
Ele me soltou, fiz o mesmo e vi ele levar a mão ao bolso. Ele pegou o celular que ainda estava tocando e olhou o visor. Olhei também porque ainda estava a sua frente. Não gostei do nome que apareceu.
"Ana"
Ele botou o celular no silencioso e colocou de volta no bolso.
Rodeou os braços em volta da minha cintura e me puxou rapidamente. Coloquei as mãos em seu peito para não me machucar.
Ele me encarou com um sorriso divertido.
-Onde estávamos?
Suas palavras me fizeram sorrir.
Ele me puxou mais para si e me beijou. Pediu passagem com sua língua e eu cedi. Envolvi seu pescoço com meus braços e sorri entre o beijo.
Paramos o beijo por falta de ar. Ele continuou me abraçando e colocou o rosto na curva do meu pescoço.
Senti sua respiração ofegante em meu pescoço. Isso fez com que eu me arrepiasse. Ele percebeu e soltou uma risada ainda no meu pescoço, fazendo com que o mesmo continuasse arrepiado.
Encaixei meu rosto na curva do seu pescoço na tentativa de esconder o mesmo que já estava corado, mesmo que ele não fosse ver.
Ele tinha um efeito estranho sobre mim. Isso me assusta.
Ficamos ali, abraçados, com seus braços em volta da minha cintura e os meus em volta do seu pescoço, com seu rosto sorridente encaixado na curva do meu pescoço e com o meu rosto corado também encaixado na curva do seu pescoço.
Era muito bom. Durante todo o tempo em que ficamos juntos, eu me senti bem. Me senti segura. Me senti estranha.
Estranha por não saber o motivo de ter sentido alguma coisa. Estranha por ter sentido alguma coisa. Estranha por não saber o motivo dele ter algum tipo de efeito sobre mim e estranha por ele ter efeito sobre mim.
Ficamos bastante tempo abraçados. Era muito bom estar ali. Quando percebi que já estava escurecendo, tirei o rosto do pescoço dele, com minha ação repentina, ele me olhou curioso. Encarei ele e o beijei.
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Ela
RomanceUma menina magoada que prefiriu deixar os sentimentos de lado. Isso até que estava funcionando, mas a chegada de um convencido irritante, ao seu ver, ela começa a perceber as coisas que perdeu sendo desse jeito. Mas as coisas que ela ganhou com isso...
