•/Matheus Mendes/•
Depois de nos apresentarmos para a Rebecca, convidamos ela para tomar um sorvete com a gente.
Convidamos não, eu convidei.
Luísa fechou a cara na hora que eu abri a boca para chamar Becca para passar o dia com a gente.
Ciúmes?!
Ou ela está brava porque não gosta de "abaixar a guarda''?
Prefiro pensar que é ciúme, mesmo que a outra opção seja mais provável.
Passamos o dia inteiro com Rebecca. Luísa sempre debochando, provocando e alfinetando ela. O melhor de tudo foi que a ruiva não se exaltou em nenhum momento e foi o mais simpática possível.
Logo depois de acompanhar a ruiva até em casa, eu e a Lu fomos para a minha casa.
Durante o caminho, Luísa ficou calada. Na verdade, ela ficou calada o dia inteiro, só falava quando era para irritar a ruivinha.
Chegamos na minha casa, mais uma vez meus pais não chegaram do trabalho. A levei para meu quarto e fiquei encarando ela que só olhava para a minha janela.
- Não vai falar nada?
- O que você quer que eu fale?
-Não sei. Talvez eu esteja esperando você dar um surto? Você vai dar um surto?
- Não, querido. Eu não vou dar um surto. - fala na maior calma - Mas por que eu daria um surto?
- Por causa da Rebecca? - falo como se fosse óbvio. Na verdade, era óbvio.
- Ah, sim. Eu deveria surtar porque você chamou a ruiva azeda para passar o dia com a gente. Porque ela ficou jogando letra para ver se a gente estava namorando. Porque ela é falsa e você é cego e não percebeu. Porque você fica chamando qualquer um para ficar perto de mim e acha que eu sou obrigada a levar numa boa. Matheus, eu abaixei minha guarda com você. Então você veio com o Peter e a Carol como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Agora essa ruiva também?
Fala na maior calma. Na maior calma que eu digo é debochando, com frieza, mas sem surtar.
- Ruiva azeda? - foi a única coisa que eu consegui dizer.
- Que foi?
- Você nem conhece a garota e já está julgando ela. Já está chamando ela de ruiva azeda.
- Eu conheço ela muito mais que você. E agora não pode chamar ela de ruiva azeda?
- Não!
- Que eu saiba, queridinho, a boca é minha e eu falo o que quiser com ela. Então, quando eu quiser chamar a ruivinha azeda de qualquer coisa, eu tenho a total liberdade. - deu um sorriso forçado.
- Você é ridícula, Luísa!
- E você é patético.
- Aonde você vai? - questiono vendo ela levantar e se afastar.
- Para a minha casa.
- Eu te levo.
- Não, obrigada. Eu prefiro ir sozinha. Pelo menos vou poder falar o que quiser de quem eu quiser em paz.
- Você está com ciúmes?
- Do que eu teria ciúmes, Matheus? Nem pedido de namoro teve. - fala e sai do quarto.
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Ela
RomanceUma menina magoada que prefiriu deixar os sentimentos de lado. Isso até que estava funcionando, mas a chegada de um convencido irritante, ao seu ver, ela começa a perceber as coisas que perdeu sendo desse jeito. Mas as coisas que ela ganhou com isso...
