Capítulo 19

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•/Matheus Mendes/•

Depois de nos apresentarmos para a Rebecca, convidamos ela para tomar um sorvete com a gente.

Convidamos não, eu convidei.

Luísa fechou a cara na hora que eu abri a boca para chamar Becca para passar o dia com a gente.

Ciúmes?!

Ou ela está brava porque não gosta de "abaixar a guarda''?

Prefiro pensar que é ciúme, mesmo que a outra opção seja mais provável.

Passamos o dia inteiro com Rebecca. Luísa sempre debochando, provocando e alfinetando ela. O melhor de tudo foi que a ruiva não se exaltou em nenhum momento e foi o mais simpática possível.

Logo depois de acompanhar a ruiva até em casa, eu e a Lu fomos para a minha casa.

Durante o caminho, Luísa ficou calada. Na verdade, ela ficou calada o dia inteiro, só falava quando era para irritar a ruivinha.

Chegamos na minha casa, mais uma vez meus pais não chegaram do trabalho. A levei para meu quarto e fiquei encarando ela que só olhava para a minha janela.

- Não vai falar nada?

- O que você quer que eu fale?

-Não sei. Talvez eu esteja esperando você dar um surto? Você vai dar um surto?

- Não, querido. Eu não vou dar um surto. - fala na maior calma - Mas por que eu daria um surto?

- Por causa da Rebecca? - falo como se fosse óbvio. Na verdade, era óbvio.

- Ah, sim. Eu deveria surtar porque você chamou a ruiva azeda para passar o dia com a gente. Porque ela ficou jogando letra para ver se a gente estava namorando. Porque ela é falsa e você é cego e não percebeu. Porque você fica chamando qualquer um para ficar perto de mim e acha que eu sou obrigada a levar numa boa. Matheus, eu abaixei minha guarda com você. Então você veio com o Peter e a Carol como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Agora essa ruiva também?

Fala na maior calma. Na maior calma que eu digo é debochando, com frieza, mas sem surtar.

- Ruiva azeda? - foi a única coisa que eu consegui dizer.

- Que foi?

- Você nem conhece a garota e já está julgando ela. Já está chamando ela de ruiva azeda.

- Eu conheço ela muito mais que você. E agora não pode chamar ela de ruiva azeda?

- Não!

- Que eu saiba, queridinho, a boca é minha e eu falo o que quiser com ela. Então, quando eu quiser chamar a ruivinha azeda de qualquer coisa, eu tenho a total liberdade. - deu um sorriso forçado.

- Você é ridícula, Luísa!

- E você é patético.

- Aonde você vai? - questiono vendo ela levantar e se afastar.

- Para a minha casa.

- Eu te levo.

- Não, obrigada. Eu prefiro ir sozinha. Pelo menos vou poder falar o que quiser de quem eu quiser em paz.

- Você está com ciúmes?

- Do que eu teria ciúmes, Matheus? Nem pedido de namoro teve. - fala e sai do quarto.

ElaOnde histórias criam vida. Descubra agora