Karla

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Era imenso, a pista de dança colorida destacava o centro. Luzes em cada canto, cada coluna. Muito moderno ainda que vingasse um charme vintage com o globo espelhado pendurado. O bar ficava à direita, onde 7 bar-mans faziam manobras com as garrafas ao mesmo tempo que preparavam coquetéis.
Por mais que negasse, fiquei deslumbrada. Soltei o braço de Ian devagar cedendo aos encantos daquele lugar, permitindo que me guiassem sem rumo ao meio da multidão.
As pessoas era tão bonitas, tão livres e alegres...
Acordei daquele impulso ao sentir uma respiração quente ao pé do ouvido
Venha comigo
Não houve uma veia do meu corpo que não se arrepiasse, Ian era a própria desestabilização em carne e osso. Peguei em sua mão, entrelaçando nossos dedos. Seguimos até uma área reservada onde existia uma porta. Ian retirou do bolso um cartão e ao passar no mecanismo à esquerda, entramos. Uma escada extensa com carpete vermelho escarlate, eu hesitei em continuar
— Está com medo? — havia ternura em seu olhar, sem piadas
Ande camila, não seja medrosa!
— Não.
Soltei sua mão e comecei a subir, o deixando para trás. Não era tão difícil saber para onde ir, bastava seguir as luzes e a música sensual.
Chegando ao final do corredor, me assustei um pouco. Era um novo salão, menos amontoado, tratava-se de uma área vip — acredito eu —
Com direito à um sofá preto de couro, mesas e um palco. Do jeito que todos bebiam e procuravam seus lugares, ocorreria uma apresentação hoje. Virei-me, agora esperava Ian porque não fazia ideia de como agir
— O que irá beber?
— Nada, estou bem
É ÓBVIO QUE NÃO ME EMBEBEDARIA NA COMPANHIA DELE, não vim para me divertir
— Vou pedir uma garrafa de champanhe e duas taças, caso mude de ideia
Revirei os olhos, qual a dificuldade desse homem em entender o que digo?
Enquanto ele vai ao bar, meu celular vibra. Mensagem de Charlotte

*Como está indo?*

Guardei de novo na bolsa vendo-o retornar, me guiou até uma mesa para dois com perfeita visão para o espetáculo que todos aguardavam. Sua cadeira ficava a centímetros da minha, me segurava para não deixar meu nervosismo transparecer em minha perna. Encheu sua taça e deu um gole, abrindo um sorriso.
— Eu gostaria de reforçar o quanto está linda
— Obrigada — corei involuntariamente, graças às luzes não foi possível notar
— Imagino que seu namorado não tenha ficado bravo com meu convite
Ele entende que isso não significa nada para mim — virei o rosto, cansei de olhá-lo
Em breve você mudará de opinião, tenho certeza.
Todas as luzes se apagaram, a música cessou. Suspirei aliviada com o término do diálogo, poderia pular no pescoço dele a qualquer instante. Nada muda minha opinião, nem Ian, nem seu charme irritante, nem seu champanhe caro ou qualquer noite que eu passe ao seu lado.
Um holofote acendeu — o que permitiu ver 3 cadeiras de aço no palco —, a melodia começou lenta e baixa. Duas dançarinas surgiram vestidas com um macacão preto de mangas longas e aparentemente perucas loiras. Encarei Ian um pouco, porque aquele sorriso? como uma criança no natal
Uma voz se iniciou, uma voz que parecia familiar... mas pessoal, uma sensação estranha
Uma 3º mulher subiu no "palco", não a enxergava direito por causa da contra luz. Era loira como as outras e usava um vestido brilhante sem mangas, junto a luvas. Por 1 segundo vi seu rosto e jurava estar perto de desmaiar, era real? eu enlouqueci?

 Por 1 segundo vi seu rosto e jurava estar perto de desmaiar, era real? eu enlouqueci?

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