O amanhecer veio de Sol fraquinho comparado aos outros dias, uma temperatura boa, do jeitinho que Jinyoung gostava. Sentia o corpo inteiro ansioso para os próximos momentos. Não estava se sentindo muito bem desde que saiu da cama. Sentia-se zonzo, enjoado, tudo graças ao nervosismo que lhe dominava.
O barulho das palmas chamou atenção dos sentados à mesa. Jinyoung puxou o ar rapidamente por entre os lábios, ansioso por ver Jaebeom antes de irem para a delegacia.
— Eu atendo. — Junghyun levantou-se, caminhando até a porta e a abrindo.
Cumprimentou o homem à sua frente, dando passagem para que ele entrasse e assim, fez.
— Bom dia a todos. — Jackson cumprimentou, fazendo as devidas reverências.
Jinyoung caminhou até o Wang, esperando que Jaebeom entrasse em seguida, mas não fora o que aconteceu.
— Cadê o Jaebeom? — Olhou-o sério, mal escondendo a aflição na voz.
— Ele não pôde vir.
— Mas e-ele disse que viria, que estaria aqui comigo!
— Ele vai estar, mas nos encontraremos direto na delegacia.
Jinyoung ponderou, mordendo o lábio na tentativa de procurar um meio de não se abalar por aquela notícia. Queria vê-lo, falar com ele, abraçá-lo acima de tudo.
Soltou o ar por entre os lábios, seu pai logo convidou Jackson para que se juntasse à mesa, mas o rapaz negou. Por fim, Jinyoung mal tocou na comida, ganhando um sermão do homem mais velho, que desde que chegou à cada dos pais, ontem pela manhã, parecia estar lhe tratando de forma diferente, sempre averiguando se estava bem e se alimentando.
Junghyun sempre era preocupado consigo e com todos ao seu redor, por isso não ligava tanto aos cuidados do pai, todavia, a forma como ele lhe olhava deixava-lhe intrigado.
— Vamos, meu filho. — Junghyun terminava de colocar o casaco, enquanto Chayeon ajeitava o cabelo.
Jinyoung olhou para os pais, buscando entender toda aquela agitação de ambos. Sua irmã havia saído para o trabalho cedo demais e, claramente, se estivesse ali, estaria ao seu lado para lhe ajudar a manter os mais velhos dentro de casa.
— Vocês não estão pensando em ir junto, né?
— Mas é claro que iremos! — Chayeon olhou-o sério.
— Que dúvida, garoto!
— Mãe, pai... não precisa ir. Não quero vocês em um lugar como aquele. Por favor.
— Não adianta pedir, choramingar e nem nada do tipo, nós iremos e ponto final. — Chayeon deu o veredito. — Agora vamos, pois não podemos nos atrasar.
Jinyoung, irredutível àquilo buscou por resmungos tentar reverter aquela situação, no entanto, seus pais sequer lhe deram ouvidos e quando deu por si, já estavam no carro, a caminho da delegacia.
Jackson dirigia calmamente, os dedos batucavam no volante vez ou outra enquanto conversava coisas esporádicas com o Park mais velho sobre negócios e investimentos.
Jinyoung sentia os dedos delicados da sua mãe passarem vagarosos e cuidadosos em sua mão, como um carinho, um cuidado.
Estava agitado, nervoso com o que poderia acontecer. E, mesmo que fosse apenas necessário retomar o que havia falado na primeira vez que pisou ali, sentia-se estranho, desamparado.
— Merda! — Ouviu o xingamento baixo vindo do Wang, levando seus olhos para a janela, onde viu o acúmulo de fotógrafos e jornalistas parados em frente a delegacia.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Crash and Burn - JJPROJECT/JJP
Fan-Fiction[JJP - ABO] Park Jinyoung é um jovem ômega apaixonado por seu trabalho e marido, mas desde a chegada de Im Jaebeom, tudo ao seu redor começou a virar do avesso. Jinyoung já não se reconhece mais diante da presença marcante do alfa moreno, que pareci...
