Nós somos um erro

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Eu me pergunto até quando

vou me permitir errar

Errar com você, o tempo todo

Nós somos um erro

Aquele erro estagnado no cais




A respiração desregulada chamava a atenção de todos. Eles achavam que era o pânico pela batida do carro, mas Park Soohyun e Park Junghyun sabiam que o único pânico que existiam entre eles era destinado a tal verdade premeditada e pressionada que a ômega buscou.

O policial ajudou a mulher a se acalmar. Ela tinha apenas um curativo na testa, um corte curto e que não era profundo. Junghyun explicava ao policial o que havia acontecido, estavam na delegacia central. Foram levados assim que a polícia e ambulância chegaram no local.

Soohyun estava aérea, não sabia ao certo que direção tomar. Toda vez que seus olhos encontravam com seu pai, sentia-se estranha. Indiferente.

E pai... pensar nele daquela forma tomou outro rumo depois de tudo ouvido.

— Papai! — Ouviu a voz de Jinyoung. Seu olhar foi até o irmão, que abraçou o mais velho, demonstrando toda sua preocupação.

Viu Jackson no encalço do mais novo, ele lhe olhou, logo vindo na sua direção.

— Então você bateu o meu carro, é?

— É muito gentil da sua parte querer saber como estou. — Vestiu o melhor dos sorrisos. Jackson revirou os olhos, passando a mão no fio e observando o semblante da morena.

— O que aconteceu? — Agachou-se na frente dela.

— O carro bateu, não viu?

— Você é uma boa motorista, não que eu goste de admitir isso...

— É, mas até os bons podem foder com tudo.

— Qual é Soohyun? O que aconteceu?

A morena baixou o olhar. Jackson estranhou a ação, pois Soohyun sempre sustentava o olhar firme sobre si. Ela era segura naquele quesito e em tantos outros que deixavam Jackson agitado.

Quando viu os olhos se encherem de lágrimas, Jackson se preocupou. Ergueu-se, sentando ao lado da morena que já secava o rosto conforme ouvia os passos de Jinyoung em sua direção.

— Soo! — Jinyoung exclamou baixo e com a voz embargada, abraçando a irmã rapidamente — Quando Jackie disse do acidente eu fiquei com tanto medo. — Abraçava-a forte.

— Não foi nada, só uma batidinha. — Disse baixo, devolvendo o afeto.

— Tem certeza? Foi o carro de trás? O que aconteceu?

— Calma garoto! Foi culpa minha, eu não prestei atenção.

— Você sempre foi tão cuidadosa, Soo. — Jinyoung murmurou, acariciando o rosto da irmã.

— Eu sei, mas hoje eu acabei perdendo a mão. Acontece. E ninguém se machucou.

— Pelo menos isso — Jinyoung a cuidou — você tem certeza que está bem?

— Tenho, você sabe que eu fico meio bolada quando faço algo errado, né?

— Eu sei sim. Logo passa.

Crash and Burn - JJPROJECT/JJPHistórias para pegar e não largar. Descubra agora