Farto

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Os raios solares invadiam o cômodo, refletindo na pele do ômega perdido no amontoado de cobertores. Jinyoung grunhiu irritado com a claridade em seu rosto, virando-se para o outro lado. Deixou um gemido baixo escapar por entre os lábios, o corpo inteiro dolorido. Levantou o tronco lentamente, sentindo a cabeça girar. Uma dor de cabeça horrorosa.

Vasculhou o cômodo, buscando se lembrar como havia parado ali e tentando entender o porquê seu corpo doía. Mexeu-se levemente, sentando-se no meio da cama, as cobertas cobrindo o corpo. Jinyoung baixou o olhar, dando-se conta de que estava nu. Arregalou os olhos, puxando os lençóis e saindo da cama, gemendo mais alto pelo esforço repentino. Caminhou a tropeços até a porta aberta que pareceu ser o banheiro, levando a mão à boca quando se deparou com o seu estado.

— Mas que merda! — Murmurou horrorizado, engolindo seco ao constar as marcas e roxos de chupões pelo corpo.

Saiu do banheiro rápido, ou tentou pelo menos, à procura das suas coisas. Nada. Nem suas roupas ou celular. Realmente não se lembrava de ter parado ali, contudo, as lembranças de quem tinha feito aquilo consigo estavam frescas e Jinyoung sentia o corpo ferver de raiva.

Não acreditava que Jaebeom havia lhe deixado ali, sem roupas, sem dinheiro e sem a porra de um celular. Oh, claramente mataria aquele infeliz assim que o visse!

O barulho da porta sendo aberta despertou os olhos arregalados do Park que prontamente se encolheu enrolado no lençol. Observou o corpo mais forte que o seu e os malditos ombros largos adentrarem o seu campo de visão.

— Oh, você acordou? — Comentou com um sorriso pequeno, largando as sacolas em cima da mesinha. 

— Cretino! — Fora a única coisa que Jinyoung disse antes de avançar sobre o alfa e o encher de tapas, descontando toda a sua raiva nele.

— Ei, ei! Para de me bater!

— Você não podia ter feito isso comigo! — Gritou cheio de ódio.

— Feito o quê? — Jaebeom segurou os braços alheios no ar, olhando com certa irritação por ter apanhado daquela forma, certamente se ele não fosse um ômega já teria o enchido de corretivos. 

— O que você fez! — Balançou os braços no ar, o lençol caiu do corpo, mas pouco se importou com aquilo.

— Agora vai se fazer de desentendido? Por favor né?! Você quis! — Soltou-o, voltando sua atenção às sacolas. 

— Você me agarrou! Eu estava bêbado.

Jaebeom abandonou as compras, rindo daquela cena porque céus, aquilo era cômico.

— Eu não te agarrei! Você nem bêbado estava. 

— Estava sim!

— Ah, claro. Até porque quando você está bêbado fica implorando por um pau nessa tua bunda né?! — Jaebeom nem pode o olhar com descaso. O tapa em seu rosto viera com tudo. 

Rosnou. Levou a mão até a área atingida e seu olhar quando pousou sobre o do Park não foi o mais amigável.

— Você me respeite! — Gritou, o sangue subindo quente, fervente. — Eu odeio você. — Disse com todas as letras, olhando com firmeza o alfa.

Jaebeom se aproximou, lhe fazendo recuar um passo. 

— Não foi isso que você disse enquanto chamava por mim. 

— Idiota! — Segurou o braço dele, evitando mais um tapa.

— ‘Tá nervoso por que, uh? Medo de voltar para a capital e encontrar a mesma vida chata ao lado do seu maridinho de merda? 

Crash and Burn - JJPROJECT/JJPHistórias para pegar e não largar. Descubra agora