Canalha

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Os dias se passavam vagarosos na visão do Park que observava o entre e sai de pessoas que gostavam de assistir as obras expostas. Seus olhos caíram sobre a obra de arte exposta e que ainda não havia sido levada pelo comprador. 

O quadro continuava ali e o maldito dono dele, o comprador atrevido, também rodeava a cabeça do Park. Suspirou pela milésima vez naquele curto período de tempo, olhando sua aliança brilhar no seu anelar, girou-a lentamente, travando a cabeça com o tanto de perguntas que lhe invadiam. Culpa lhe consumindo, assim como vergonha.

— Certamente eu colocaria uma aliança grossa e de ouro puro. Não folhada. — Sobressaltou-se com o tom calmo e baixo. Perigoso demais. — Dizem que alianças grossas significam fidelidade, eu acho que começo acreditar nisso. — Sorriu maldoso, deixando o indicador tocar no anel fino.

— O que quer aqui? — Soou rude, puxando sua mão para baixo. 

— Esqueceu que eu sou o sócio?

Jinyoung revirou os olhos, voltando sua atenção ao computador.

— Que horas você sai para o almoço?

— Em uma hora que certamente você não poderá me acompanhar. — Sorriu amarelo.

— E quem disse que eu quero almoçar com você? — Jinyoung o olhou por cima das lentes. — Só quero saber, porque estou afim de convidar sua secretária para sair na hora do almoço.

— Ridículo! — Murmurou baixinho, descontando a raiva no teclado enquanto digitava os últimos valores de vendas.

Jaebeom mordeu o lábio, notando a expressão irritada e os óculos caídos até a ponta do nariz arrebitado. Os fios castanhos alinhados e só deus soube o quanto o Im quis os bagunçar naquele instante.

— Vai ficar me olhando?!

— Esperando você liberar sua funcionária. 

— Acredito que o que ela gosta, você não poderá a dar. — Sorriu cínico e Jaebeom lhe acompanhou. 

O alfa passou pelo balcão a passos largos e silenciosos, parando atrás do ômega.

— Mas eu aposto que o que eu gosto, você pode me dar e muito. — Sussurrou e Jinyoung quase deixou-se levar pelo frescor do hálito quente e a droga dos arrepios causados. 

No entanto, seus olhos quase dobraram de tamanho ao avistar o alfa que durante alguns dias não trocava boas palavras.

— Won… Wonpil, o que faz aqui? — Jinyoung jurou que pode ouvir Jaebeom segurar um rosnado.

— Bom, vim lhe ver. — Anunciou com um sorriso bonito. — Jaebeom, o que faz aí?

— Jinyoung ficou de me ensinar a entender as planilhas de compra e venda. — Soou calmo, deixando a mão passar pelas costas do ômega até pousarem sobre a bunda dele.

Jinyoung enrijeceu. Engoliu seco e tentou se livrar daquela mão ali.

 — Wonpil… — Chamou o marido, ganhando a atenção dele.

— Oh, bem Jinyoungie… quero falar com você, podemos?

— E-eu estou no meio do meu trabalho.

— Eu juro que é rápido. — Ele realmente parecia necessitado para conversar consigo.

Jinyoung puxou o ar pela boca calmamente, acenando que sim para o outro. Virou-se para o lado, olhando Jaebeom de canto de olho e estapeando a mão atrevida quando o Kim se distanciou do balcão.

— Só saiba que eu sou melhor que ele e você já teve provas disso. — Sussurrou, sentindo Jinyoung dar de ombros em si.

Viu o ômega caminhando até o outro e procurou prestar atenção em ambos.

Crash and Burn - JJPROJECT/JJPOnde histórias criam vida. Descubra agora