Até que eu quebre

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"Você é meu porto seguro agora, Jaebeomie"




A frase vinha como um looping nos ouvidos dele. Os olhos caíam sobre a mensagem recebida há algumas horas, intercalando com o corpo deitado sobre a cama, descansando.

Que grande merda!

Jaebeom sentia o desespero tomando conta de si por inteiro. Odiava aquela sensação de não ter controle sobre tudo e todos, principalmente daqueles que poderiam lhe prejudicar a qualquer momento.

Não era um homem que quebrava promessas. Elas faziam parte de si e construíam sua honra, mas não estava disposto a seguir com tudo que seu pai exigia, muito menos, ceder a uma chantagem suja que ele estava fazendo.

Ninguém mexia com seu filho e ninguém mexia com o seu ômega.

— Jackson? — O outro lado da linha estava chiando. Um barulho irritante que aos poucos foi sumindo.

Jaebeom! Aconteceu algo? E o Jinyoung como está?

— Ele está bem agora, não foi nada demais.

Ah, que bom!

— Preciso que faça algo para mim. — Foi logo ao ponto, porque não era alguém que gostava de enrolar.

O que você quer?

— Algo simples — seus olhos estavam sob Jinyoung.

Buscou fôlego para prosseguir e deixar claro os mínimos detalhes de tudo para que Jackson entendesse direito.

Ele lhe perguntou por breves minutos, longos, diga-se de passagem, mas Jaebeom queria agilidade e não havia tempo para explicar coisas somente para alimentar a curiosidade do melhor amigo.

Havia, há pouco tempo, encerrada a ligação quando Jinyoung despertou preguiçosamente, ficando todo encolhido na cama.

Era passado das dez da noite. Jaebeom não aceitou jantar, mesmo Chaeyon vindo lhe chamar várias vezes.

Sorriu quando Jinyoung a encarou. Buscou se aproximar e sentar ao lado dele, na beiradinha da lateral da cama.

— Você ainda está aqui — o ômega mal formulava algo direito, sem bocejar com a voz preguiçosa.

— Eu disse que não ia sair de perto, uh. — Jaebeom acariciou o rosto alheio, com algumas linhas marcadas do travesseiro.

— É bom que não saía. — Jinyoung tentou soar um tanto ameaçador, mas falhou no segundo seguinte que um bocejar lhe veio.

Jaebeom apenas sorriu, acariciando o rosto do amado e buscando manter a calma diante dele.

— Eu amo você, Jinyoung. Não importa o que aconteça, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

Confidenciou baixinho, sincero demais, fazendo Jinyoung sorrir e se encolher de maneira fofa.

— Por que isso tão de repente?

— Não posso dizer que te amo? — O alfa arqueou uma das sobrancelhas, arrancando um riso preguiçoso do rapaz.

— Você pode, sempre pode. Mas às vezes você fala de uma forma como se fosse ir embora.

Jinyoung olhou o outro seriamente, deixando os dedos brincarem com o broche preso na frente do terno, na região esquerda.

— Você não vai me deixar, não é?

Crash and Burn - JJPROJECT/JJPHistórias para pegar e não largar. Descubra agora