Nosso

354 40 32
                                        


O toque sofrido era gentil, cuidadoso de uma forma inimaginável. Os dedos quentes foram de encontro ao rosto, recolhendo as lágrimas grossas que vinham sem parar. Jaebeom sorriu, puxando o garoto para mais perto e findando a distância entre os lábios. Não sabia explicar qual era o gosto daquele beijo, o anseio que crescia em seu peito conforme sentia Jinyoung se entregar diante daquele momento. Suas mãos seguravam o corpo com firmeza, posse e vontade de tê-lo a um custo que certamente era alto demais.

Park Jinyoung ainda não entendia o que era todo aquele turbilhão de sensações e entre lágrimas e beijos ardentes, sentiu-se como nunca: completo, vivo acima de tudo.

— Eu nã-não estou acreditando nisso. — Falou trêmulo, olhando para o teste enquanto Jaebeom beijava seu pescoço.

— Pois pode acreditar. — Refutou baixo, inspirando o cheiro que certamente mexia com todas suas estruturas.

— Jaebeom... a gente... — Tentava formular algo coeso, bom o bastante para lhe representar no momento.

— A gente vai... — Inclinou o corpo para cima do garoto, o deitando aos poucos na cama espaçosa. — Ter um bebê, uh?! — Roçou os lábios pela bochecha avermelhada do choro.

— Isso... — Afastou Jaebeom levemente, sentando-se na beirada da cama. A ficha demorou a cair de um modo que deixava Jaebeom já sem saídas de como fazê-lo acreditar em sua palavra.

— Olha para mim. — Pediu, ficando de joelhos na frente do garoto. — Isso é real, está me ouvindo? Real, Park Jinyoung.

— Nã-não parece ser... você não entende. — Soou baixinho, fungando levemente enquanto tentava limpar o rosto.

— Ei, acredita em mim? Eu não brincaria sobre isso com você.

Jinyoung puxou o ar com certa dificuldade, soluçando enquanto Jaebeom deixava um carinho de leve em sua coxa.

— Para de chorar, uh? Senão daqui a pouco eu vou pensar que você está detestando tudo isso.

— Não! Aigoo! — Balançou o corpo, negando como pode. — Eu só... só preciso de um tempinho para raciocinar... — Falou baixinho e Jaebeom quase mordeu o bico feito pelos lábios cheinhos.

— Você vai ter nove meses para raciocinar, não se preocupe. — Brincou, ganhando um sorriso, o primeiro daquele dia agitado. — Continue assim... sorrindo, porque você fica mais lindo desse jeito.

— Yah! Pare com isso! Eu devo estar com a cara toda inchada! — Reclamou, sentindo o rosto aquecer pela vergonha.

— Você está lindo, gostoso como sempre. — Apoiou-se nas coxas alheias, pegando impulso para deixar um selinho nos lábios do mais novo.

Jinyoung mantinha os dedos sobre os braços do Im, brincando com eles sobre o tecido da camisa social enquanto Jaebeom investia mais em beijos, aprofundando-os de um modo a lhe deixar arrepiado.

A língua morna enroscou na sua, deixando-lhe aos poucos derretido pelo ósculo que começava a lhe deixar quente. Jaebeom afastou seus joelhos, ficando com o tronco no meio de suas pernas. As mãos corriam pela calça clara, deixando apertos levianos conforme subiam e desciam, trazendo suspiros deleitosos ao ômega.

Gemeu baixinho quando Jaebeom lhe pegou pelas coxas, lhe movendo mais para cima. Ele veio sobre si, deixando beijos molhados por toda pele exposta que ali jazia. Fechou os olhos quando ele passou a mão pela lateral do seu corpo, puxando sua perna para ficar rente a cintura dele, deixando uma fricção gostosa entre os corpos.

Trocaram carícias, beijos demorados que certamente eram o fim de Im Jaebeom. Céus, Jinyoung tinha aquela mania de vagareza com as coisas, querendo experimentar tudo de um modo jamais feito por si. Jaebeom gostava de agilidade, mal se preocupava com provocações em um momento como aquele, no entanto, o Park instigava aquele seu lado, deixando-lhe maleável aos quereres e desejos que ele tinha. E Jaebeom jamais o negaria alguma coisa.

Crash and Burn - JJPROJECT/JJPHistórias para pegar e não largar. Descubra agora