O caminho até casa é silencioso. Não sei como me sentir em relação a este assunto. Tudo parece tão novo... e tão estranho.
Costumam dizer que existe um dia em que simplesmente tudo muda. Gostaria de saber se algum dia eu vou mudar... Eu gostaria de conseguir saber como me devo sentir em relação a este assunto. Eu assumo que me sinto bem, que gosto da sua companhia e que de certa forma passei um bom tempo, mas alguém, ou algo, no fundo da minha alma, consegue impedir-me de voar, mostrando a dura verdade de que só devo confiar em mim. E de novo começa este ciclo interior. Não sinto felicidade, não sinto nada. Sinto raiva por mim.
Harry: Chegámos. - Alertou-me o rapaz de caracóis selvagens. Acordei dos meus pensamentos e dei-lhe um sorriso simples.
Eu: Obrigada... por... isto... - Olhei para as minhas Converse.
Harry: De nada... acho.
Os nossos olhares cruzaram-se. As suas longas pestanas moviam-se lentamente e sedutoramente como nos filmes e eu por incrível que pareça sentia uma enorme necessidade dentro de mim de me aproximar e ver cada pormenor dos seus olhos com mais atenção. O som de um carro a passar fez-se acordar do meu transe e depois de um último e discreto sorriso, virei costas. Harry fez exatamente o mesmo, colocou as mãos nos bolsos das calças pretas e justas e rodou sobre os seus calcanhares dos pés.
Virei-me de repente, quase sem razão nenhuma na verdade. Era idiota.
Eu: Harry. - A minha voz traiçoeira saiu de mim e já não pude impedir de fazer o que já tinha começado. Encontrávamos-nos a cerca de 10 passos de distância. Aproximei-me de si. Quase sem pensar meti-me de bicos de pés e os meus lábios colidiram com a sua face morena e macia. - Eu... adorei esta noite... - Sussurro e esperei profundamente que o vento levasse consigo as minhas palavras. Isto tinha soado tão lamechas!
E ele sorriu docemente e eu senti o meu coração bombear litros de sangue até à minha bochechas, fazendo assim com que estas ficassem vermelhas.
Cada um voltou a fazer o seu caminho de novo e desta vez nenhum dos dois se voltou para trás. Um vulto sentado na soleira da porta de minha casa chamou a minha atenção. O meu coração começou a acelerar demasiado e o medo tomava conta de mim. Será que ele voltou para me magoar? Eu não sei se aguento tudo isto de novo. Simplesmente....
Aproximei-me um pouco e por fim apercebi-me de quem era. Alívio percorreu o meu corpo e alegria e saudade encheram o vazio da minha alma.
Niall estava aqui! Niall tinha voltado. Corri até si e num ação imprevista abracei-o fortemente. Os guinchinhos de felicidade eram notáveis em mim, e é provável que toda a Homes Chapel tenha acordado por minha culpa e me tenha ouvido a dizer ao Niall a falta que ele me fez, incluindo Harry.
Não voltei a olhar para trás. Eu não queria. Aliás, eu não conseguia. Sei que seria demasiado mau trocar outra vez o Niall pelo Harry. Quer dizer eu não o troquei, eu só... não sei...
Entrámos em casa devido ao frio que estava a ficar. Niall subiu até ao seu quarto para pousar as malas e eu fiquei na sala à espera para dele. Fui até à janela.
Desta conguia ter uma visão perfeita da rua, e lá estava o vulto magro de Harry a andar ao longo dela, lentamente. Percebi um movimento seu que com o pé atirou qualquer coisa pela rua fora e a fez rolar para mais adiante, talvez um garrafa vazia. Ele acabou por tropeçar na mesma um pouco à frente o que me fez sorrir interiormente devido à sua idiotice... Sinto-me um pouco mal por ele, eu não o queria magoar de certa forma. Nem sei se o fiz ou não. Mas, quando vi Niall eu fiquei realmente feliz e não pensei em mais nada.
Niall interrompeu a minha tentativa de perceber aquela minha atitude.
Niall: Então Beny!? Estás muito bonita! - Sorriu fazendo-se de engraçadinho.
Eu: Oh, obrigada. - Estava nervosa, a próxima pergunta de certeza era.... "Onde é estives-te?" ou pior, «Quem era?» e eu ia-lhe dizer «Oh, ninguém especial! O idiota do Harry Styles que eu disse-te que odiava. É muito normal eu ter ido sair com ele a pensar que eras tu!» Ok, eu tenho de começar a dramatizar menos, porque eu estou a ficar com umas dores de cabeça impossíveis!
Niall: Então muitas novidades?
Eu: Não, nada de especial... Como está o teu sobrinho?
Niall: O Theo? - Perguntou surpreendido. - Está bem! Cresce muito e claro está lindo como o Tio!
Rimo-nos.
Eu: Nadinha convencido! - Gozei.
Niall: Vá Beny, já é tarde... talvez devêssemos-nos deitar e amanhã falamos mais um pouco.... É que a viagem de avião cansou-me mesmo! - Vi-o espreguiçar-se e sorri.
Eu: Ok... - Beijei-lhe a sua bochecha branquinha e subi para o meu quarto. Quero ir ao quarto do Niall pedir-lhe desculpa por não ter estado em casa para o receber quando ele chegou, mas ele também parece não dar muita importância ao assunto.
Por isso deixei-me ficar no meu quarto, lentamente tirei a minha roupa e meti-a no cesto para lavar, estar na relva não foi das melhores ideias, deixou-me o vestido miserável, a minha sorte é que é de noite e ninguém via no estado em que estava...
Tomei um banho rápido e vesti o meu pijama quentinho. Amanhã era mais um dia de trabalho.
***
Olá!
Aqui está o novo capítulo 12!
Espero que estejam a gostar de como a historia se está a desenrolar.
Obrigada a quem em está a acompanhar! Se não se importarem votem, comentem e partilhem a fic!
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Choices I - A |H.S.| Fanfiction (ACABADA)
Fanfiction"Nunca lhe confessei abertamente o meu amor, mas, se é verdade que os olhos "falam", até um idiota teria percebido que eu estava perdidamente apaixonado" - O Morro dos Vendavais de Emily Brontë
