Maria da Luz, ou como preferir Malú, uma jovem de 20 anos que nunca conheceu o amor puro sendo que foi abandonada pelos pais ainda pequena e nem sabe quem são, quando era apenas uma menina fugiu do orfanato onde estava sendo criada, e acabou passan...
No mesmo instante ele se levantou, meio desajeitado, com um sorriso lindo, não consegui ver seu rosto com muita clareza aquela noite, mas agora estava explícito e... Minha nossa, que homem!
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- então aqui estamos nós, sabia que a veria de novo.
Sua voz era firme e forte, eu tinha que erguer bem a cabeça para poder olha-lo nos olhos.
- vocês já se conhecem? Senhora Stevens perguntou.
- sim Rachel, mas não foi muito agradável nosso encontro pela primeira vez, você se sente melhor agora?
- s-sim, me sinto b-bem melhor e você? Perguntei.
- brigar com aquele cretino não foi nada para mim.
- briga? Senhora Stevens indagou outra vez surpresa.
- tentaram abusar dessa jovem, por sorte eu estava perto, eu a lavei para casa e nem ao menos perguntei seu nome.
- Maria da Luz, mas, pode me chamar de Malú.
Eu estendi minha mão dando um sorriso e nos cumprimentamos.
- eu sou Deny, muito prazer Malú, você trabalha aqui agora?
- eu tenho que me virar de algum modo não é?
- concordo, você é a empregada da Rachel ?
- sou sim.
- então por favor, traga o meu café.
Ele falou e logo se sentou e voltou a falar com a senhora Stevens, meu sorriso se fechou na mesma hora, mas que homem Mesquinho e grosso!, mas de qualquer forma, devo a minha vida a ele, voltei para a cozinha, Isobel colocou duas xícaras de café na bandeja, com torrões de açúcar em uma vasilha ao lado e me fez voltar para a sala, coloquei a bandeja na mesa e servi senhora Stevens e Deny, mas ele nem ao menos olhou para mim. Droga. E porque isso me importa, ele não é nada mais do que o cara que me ajudou, eu já agradeci e tem que ficar por isso mesmo, sem intimidade.
- Malú?! Escutei a patroa me chamar.
- sim senhora?
- poderia ir até minha sala para conversarmos?
- estou indo.
- obrigado por sua visita Deny, acima do trabalho está a nossa amizade.
- dê um abraço no seu marido por mim quando ele voltar.
- está bem, Alfred vai acompanha-lo até a porta.
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O escritório da senhora Stevens tinha uma inspiração na arquitetura clássica, me sentia dentro de um filme de 1950, era tudo tão delicado e tinha até bonecos cabeçudos, eu sei que seria muita falta de educação mexer nas coisas dela logo no meu primeiro dia de trabalho, só que, foi mais forte que eu, toquei na cabeça do boneco e o vi balançar sem parar e me diverti com isso, em sua mesa havia fotos de sua juventude e de seu casamento, uma foto com seus....pareciam ser pais me chamou atenção pela forma como sua barriga estava levemente inchada, na outra, de seu casamento a barriga estava maior, ela deveria estar grávida, e ela parecia feliz mas depois já não tinha mais nada, nem ao menos uma fotografia de seu filho ou filha, só fotos com seu marido e ela parecia triste em algumas.