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Como parecer que eu a conhecia desde de sempre se nunca a vi antes, ela era tão familiar.

- então me diga Alfred, qual é a razão por não aceitar a moça para o emprego?

- bom senhora, como me colocou no comando sobre tudo que envolva os afazeres da mansão, senti que ela não é qualificada para trabalhar para a senhora.

- qual seu nome minha jovem?

Eu estava tão nervosa... meu Deus - Maria da Luz senhora, mas todos me chamam de Malú.

- Malú é um bom nome para mim, poderia me dizer do porque meu mordomo mais fiel não a aceitou? Poderia dizer o seu erro?

- bem senhora, creio que seja o fato de eu ter o contrairado.

- sério?

- ele falou que a América era os Estados Unidos e Eu falei que era um... continente.

Me voz baixou quando ela se aproximou de mim, me olhou de cima para baixo e deu um sorriso no final.

- gostei de você, Alfred irá lhe mostrar seu quarto, depois que estiver acomodada vá até o meu escritório para uma conversa.

- sim senhora.

- mas madame... eu já a dispensei.

- quem paga seu salário?

Ela o olhou bem nos olhos, já dava para ver o quanto ela tinha o poder.

- me acompanhe Maria da Luz, vou mostrar a mansão para você.

Ela falou tentando controlar sua raiva e indo na frente, olhei para Rachel e falei com um sorriso espontâneo.

- eu agradeço muito a senhora, obrigada mesmo. Lhe dei um abraço bem forte e fui junto com Alfred conhecer o lugar.

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- se quiser mesmo trabalhar aqui deverá seguir todas as regras, esse não é um lugar simples, requer muita responsabilidade.

- estou a disposição em tudo que mandar.

- acho bom, por mim você nem estaria trabalhando aqui.

- sinto muito que não goste de mim e tenha que me aturar a parti de agora.

- estou de olho em você, Qualquer erro e estará demitida.

- não vou falhar.

Continuamos andando, era o lugar mais lindo que eu já vi, enquanto sabíamos as escadas ouvi barulho de um carro passando pelo portal da mansão, será que é mais um morador da casa?

- vamos continuar ou você vai ficar aí?

- quem mais mora com a senhora Rachel?

- sugiro que a chame de senhora Stevens, como uma empregada não deve chamar sua patroa pelo nome.

- sim senhor.

- senhora Stevens mora somente com seu marido e as vezes eles recebem visitas de amigos.

- e eles não tem filhos?

- é mais complicado com isso.

Ao terminar de falar Alfred abriu uma porta, era um quarto, bem simples aliás, com uma cama de solteiro, cômoda e um guarda roupa.

- porque me trouxe aqui? Perguntei.

- se você quer trabalhar aqui então tem que morar aqui, a não ser que você tenha um lugar melhor para ficar.

- esse quarto está perfeito. Eu falei entrando e analisando um pouco melhor o ambiente, as paredes eram brancas e o chão tinha um piso azul.

- vista o uniforme que tem no seu guarda roupa, então vá até a cozinha, Isobel vai mostrar seus deveres.

- eu preciso ir até minha outra casa pegar minhas roupas e outras coisas mais.

- poderá fazer isso no final do dia, se arruma e desça, senhora Stevens está com visita.

- está bem. Obri- a porta foi fechada antes que eu terminasse de dizer... ignorante.

Bom, nova vida, novo emprego, novo rumo, agora sim tudo vai dar certo para mim, me esforçarei ao máximo para não estragar nada!, me olho no espelho, toda essa agitação nos últimos dias me emagreceram e deixaram meu rosto bem pálido, vejo que o quarto já vem com muitas coisas e... produto de maquiagem? Acho que a senhora Stevens gosta das empregadas bem arrumadas para trabalhar, decidir tomar um banho para por meu uniforme, mais tarde terei que voltar a casa de Janet, deixei muitas coisas lá, coisas importantes.
O chuveiro saía água quente, era ainda mais bonito que o quarto, até os funcionários são bem tratados.
Assim que me arrumei, vesti o uniforme, passei algo leve nos rosto, desci as escadas até a cozinha, onde uma mulher de estatura baixa e quadris largos se aproximou de mim, me lembrava muito a Meymey.

- quem é você? Ela perguntou.

- Malú, muito prazer, deve ser a Isobel sim? Alfred mandou eu vim aqui para ver minhas funções.

- sua função é ficar perto da patroa para atender suas ordens, ela está com uma visita, veja se precisam de algo.

- sim senhora.

A medida que eu chegava à sala podia ver mais ou menos quem era o visitante, apesar de estar de costas eu podia perceber que... aliás, se parece muito com...

- por favor Malú, peça a Isobel para preparar um café, você gosta com açúcar ou sem? Ela perguntou ao visitante.

- sem por favor. No momento que ele se virou para mim eu já tinha certeza que era ele, e ele também sabia que era eu, meu  coração acelerou na mesma hora, eu não sabia como reagir naquele momento.

- você?! Exclamei quase sem ar.

- você? Jamais pensei que a veria outra vez moça da noite.

Sorrimos um para o outro e senti uma energia incrível flutuando por todo lugar da mansão, e dessa vez não me esquecerei de perguntar seu nome.


E gente? O que será que vai rolar com esses dois heim hihihi, aguardem próximos caps cheios de emoções.

PELO OLHAR DELAOnde histórias criam vida. Descubra agora