Acordei de mais um dos meus pequenos cochilos e decidi que não tentaria dormir mais, o sol já dava seus primeiros sinais e aos poucos começava a ouvir o pessoal no andar de cima.
Me levantei rapidamente, rumei para a cozinha e comecei a procurar alguma coisa para comer. Achei um pacote de ovo em pó e café. Prendi meu cabelo e coloquei a mão na massa para fazer um café da manhã simples. Fiz o suficiente para o pessoal da casa e comi minha parte lentamente.
Aos poucos as pessoas foram descendo e ao me verem com a comida pronta ficaram bem surpresos.
— Decidiu acordar com as galinhas? — Glenn perguntou ao entrar na cozinha, seus olhos pareciam estar totalmente fechados pelo inchaço matinal.
— Não consegui dormir bem.
— Sei como é — Pegou um pouco de café e se apoiou na bancada para conversar comigo — Esse sofá é horrível. Vamos tentar arrumar um colchão para você ficar confortável.
— Não precisa se incomodar, sério — O alertei — Eu não durmo bem desde que tive meu primeiro confronto na guerra, não é como se isso fosse mudar.
— Tem certeza?
— Não quero ser um incômodo para nenhum de vocês...
— Cuidar das nossas pessoas nunca foi um incômodo — Fez uma pausa curta e logo me surpreendeu com as palavras — Você é uma de nós agora, vamos nos importar, você querendo ou não. Vai ter que se acostumar com isso.
Meu sorriso foi inevitável, apareceu sem eu pedir e foi o maior de todos desde que o apocalipse começou. O coreano sorriu de volta fechando ainda mais seus olhos e tentou continuar a conversa animado.
Logo Maggie apareceu seguida por Carol, Daryl, Rick e Michonne. Todos ficaram supresos, mas Carol em especial ficou com um ar de chateada por eu ter feito seu trabalho, ela ficou sem saber o que fazer em seguida e marquei uma nota mental de que não iria mais cozinhar enquanto estivesse morando com eles para não a chatear.
Rick liderou o grupo que iria ajudar a levantar o muro no cruzamento da rodovia Marshall com a Redding até o portão principal e dali fomos em alguns carros até o local.
Me entregaram uma pá e pediram para que eu cavasse alguns buracos junto com Abraham. Fiquei parecendo uma formiguinha perto dele e de todos aqueles músculos, e tenho quase certeza de que Rick fez isso de propósito para ver se eu iria dar para trás ou não.
Ajudei no que eu pude, não me intimidava com trabalho braçal, uma vez que você já fez parte do exército aprende a ignorar eventual dores no corpo e a enfrentar o famoso "eu não consigo fazer isso" que sua mente impõe para você. Já participei de treinamentos que desafiaram em muito a capacidade do corpo humano e quando pensava que não conseguiria mais, eu ultrapassava todo e qualquer limite, indo mais longe do que muito marmanjo com o triplo do meu tamanho.
Pude observar algumas pessoas sussurrando na minha direção enquanto acompanhava o ruivo, meu suor escorria pelas minhas costas devido ao calor de um típico inicio de verão na Virginia que fazia, por isso tirei a camisa flanela e fiquei somente com a regata que coloquei antes de sair de casa, prendi meu cabelo levemente molhado pelo suor e voltei ao trabalho.
Mesmo em um grupo grande, meus sentidos estavam todos ligados, meus músculos preparados para qualquer alarme de mortos e ainda carregava minha arma no coldre, mas só a usaria em último caso para não chamar mais monstros em nossa direção.
Rick anunciou um break rápido para todos poderem descansar um pouco.
— Não vai parar, sargento? — Abraham ergueu uma sobrancelha ainda um pouco ofegante com sua pá na mão.
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Safe Zone / Rick Grimes
Fanfiction"Uma vez que você entra em uma guerra, jamais conseguirá sair dela!" Marianna Swann, no mundo antigo - Sargento de primeira classe do exército dos Estados Unidos da América. No mundo atual - Mais uma sobrevivente. Há marcas nessa vida que carregamos...
