— frankie? — Pronunciei em alto e bom som para ele me ouvir.
— Quem é Frankie, e o que está acontecendo? — Rick tirou a arma do coldre a apontou para a minha cabeça.
— O que? — Perguntei sem entender o motivo de ele estar me culpando agora.
Olhei pelo ombro dele e era a cena que não queríamos imaginar no começo do plano, os mortos estavam se desviando e vindo na nossa direção lentamente.
— VOCÊ ME OUVIU, QUEM É FRANKIE? — Ele gritou nervoso.
Comecei a andar rápido para dentro da mata e na direção oposta dos mortos. Ele veio me seguindo junto com as pessoas que começavam a se agrupar para sair dali o mais rápido possível.
— frankie é meu companheiro...
— É seu povo que está fazendo isso? É uma armadilha? — Rick destravou a arma e seus olhos me diziam que ele atiraria quando preciso sem hesitar.
— Meu povo? Ficou louco? — Levantei minhas mãos tentando comunicar que eu não queria machuca-los. Olhei para o lado e vi frankie correndo para longe, ele sempre ficava na defensiva com pessoas novas — Eu vou atrás do meu companheiro, você querendo ou não, então faça o que tiver que fazer — Abaixei as minhas mãos.
— Rick, precisamos ir, os errantes estão quase aqui — Glenn tocou no ombro do líder.
O mínimo sinal de distração do Rick foi a minha deixa para sair dali e ir atrás do frankie. Me virei em um único giro e dei uma arrancada com o máximo de explosão que eu consegui. Surpreso com o meu movimento repentino, Rick gritou meu nome e logo em seguida o som do disparo cruzou meus ouvidos.
Senti algo queimar na minha costela e um impacto me jogou para frente, dei uma cambalhota e me coloquei de pé novamente sem parar de correr, mas com uma certa dificuldade devido a dor aguda. Levei a mão ao ferimento e constatei que era fundo e estava sangrando bastante, um tiro que me pegou de raspão me causando um corte sério quase do tamanho de um palmo.
Tirei a camisa flanela que eu usava que agora tinha um rasgo do tamanho da bala, amarrei em cima do ferimento com força e segui correndo ignorando a dor que sentia.
O grupo ficou para trás e depois de uns dez minutos correndo no mesmo ritmo eu o vi.
— frankie? Sou eu — Me aproximei levantando uma mão em sua direção.
Seu olhar era um pouco assustado, estava magro e sujo da cabeça ao rabo. Ele hesitou por poucos segundos, mas veio na minha direção e ofereceu sua cabeça para eu lhe fazer carinho.
Frankie era o melhor pastor alemão que eu já tive o prazer de cuidar na minha vida, encontrar ele depois de perder meu filho foi como um sinal para que eu continuasse forte e para não desistir da vida. Ele era só um filhote de alguns meses quando lhe encontrei dentro de uma caixa em alguma cidadezinha nos arredores de Atlanta, dei o nome do meu melhor amigo falecido pois eram parecidos em muitos aspectos. Eu e Mattew cuidamos dele juntos por um bom tempo, e depois que o tenente faleceu a minha única companhia foi essa bola de pelo. O cachorro se tornou um sobrevivente assim como eu, era melhor em matar essas coisas que muita gente que eu já conheci.
— Está precisando de um banho, seu fedorento — Dei risada e me ajoelhei para abraça-lo com lágrimas se acumulando nos meus olhos — Eu senti tanto a sua falta, passei pelo inferno com aqueles canalhas.
Ele lambeu meu rosto e choramingou querendo dizer que também tinha sentido minha falta.
— Vamos indo, temos que ver o que está acontecendo na comunidade, e lá eu vou descolar algo para você comer — Me coloquei de pé, mas minha cabeça girou em uma tontura que quase me derrubou.
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Safe Zone / Rick Grimes
Fanfiction"Uma vez que você entra em uma guerra, jamais conseguirá sair dela!" Marianna Swann, no mundo antigo - Sargento de primeira classe do exército dos Estados Unidos da América. No mundo atual - Mais uma sobrevivente. Há marcas nessa vida que carregamos...
