PLAY

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Oii meus quindins
Desculpa a demora
Gente, essas pessoas já foram apresentadas no capítulo "Londres" ok? Qualquer coisa voltem lá
Love uuu e boa leitura


Distrito de Smithfield, Londres, Reino Unido, Inglaterra - Quinta-feira - 23h

Finn

Dezembro chegou e com ele o frio, Papai Noel e os suéteres ridículos. Mamãe e eu desembarcamos exaustos em sua cidade natal tarde da noite. O vento gelado, junto da neve, congelaram nossos ossos no portão de desembarque assim que deixamos a aeronave, onde minha avó nos esperava. Gostava do frio, dos pratos típicos, dos presentes e da alegria causada pela data refletida nas ruas decoradas, mas a nostalgia natalina trazia algum tipo de melancolia à todos os Wolfhard. Era regra alguém cair no choro no meio da ceia ou na abertura dos presentes pela manhã. Esse fenômeno poderia ter relação com a perda de Michael ou a falta de contato com os Jolivet, mas isso estava mais para teoria do que fato.

Os objetivos em Londres eram simples: fazer uma reunião com a Play, me apresentar rapidamente e assinar o contrato. Se analisados por meio de uma lista, as tarefas pareceriam até bobas, se não fosse pelo segredo às enconvendo. Prevendo comoção, Mary e eu decidimos manter tudo entre nós até a reunião presencial. Papai ficaria uma fera, mas seu zelo exagerado nunca deixaria o contrato ser assinado, sequer cogitado, sabíamos disso. Nicolas, se pudesse, colocaria milhões de cláusulas idiotas temendo algum golpe. Não precisava de tantas cordas, só faria algumas músicas e aprenderia técnicas, nada de mais. 

-Está apreensivo? - pergunta mamãe. 

- Até que não. - asseguro. 

Busquei reduzir minhas expectativas quanto ao contrato e a apresentação há alguns dias por causa de dois avaliadores profissionais. Millie e Nick tinham notado minha ansiedade excessiva, por isso precisei lutar para controlar as reações, sendo cuidadoso até nos posts em redes sociais. A mentira não era exatamente uma habilidade nata, mas aprendi que dava para adquirir qualquer habilidade bem rápido quando se tinha a motivação certa. Um futuro brilhante podia estar se abrindo diante dos meus pés, cheio de oportunidades e de Millie Bobby Brown. Não poderia perder isso por nada. 

-Finalmente. - vovó me agarra, balançando nossos corpos. - Está tão bonito, filho. 

- Obrigado. - agradeço, ficando sem graça. - Cadê o vovô?

- Ah… - Trish balbucia. 

- Ah? - mamãe desconfia. 

- Vamos pra casa, lá explico. - vovó desconversa, nos empurrando até a saída. - Como estão as coisas em casa?

- Ótimas. E por aqui? - pergunta Mary. 

A conversa, agradável demais para ser verdadeira de ambas as partes, segue enquanto eu imaginava todas as possibilidades a partir de agora. Assinar com a gravadora seria legal, com certeza seria divertido conhecer jovens como eu e produtores experientes, mas o que realmente me empolgava era gravar dentro de um estúdio. Quando entrei no da morena há alguns meses atrás, além de surpreso, fiquei tentado a mexer em tudo, tocar cada instrumento, cantar e compor. Música me move desde criança, sem dúvidas é o que quero fazer para o resto da vida. 

Dediquei às oito horas de vôo para ler a maior quantidade de artigos sobre a “Play” possíveis. De acordo com as pesquisas, eles estavam no mercado musical há sete anos, trabalhando como empresa de produção. Isso significa que o escritório não é exatamente uma gravadora, mas sim uma ponte entre os artistas independentes e os grandes estúdio musicais, os ajudando a conseguirem gravar seus trabalhos de forma profissional, realizando contatos, divulgando para grandes produtores e gravadoras do meio. A Play não contava com nomes expressivos no cenário ainda, contudo, vinham conquistando espaço no meio indie musical com cantores jovens e talentosos. 

I've Got You - Fillie Histórias para pegar e não largar. Descubra agora