Capítulo 7 - It's Her

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- Snape - 9 de outubro de 1993 –

- Severus, temos que conversar. – disse Minerva, entrando na minha sala sem ao menos bater na porta.

- Estou ocupado. – falei rispidamente, indignado como Minerva sempre fazia isso... invadir minha sala sem meu consentimento, sem se importar se eu estava disposto a ouvi-la.

- É importante, e você vai me ouvir. – ordenou sentando-se à minha frente.

É claro que nosso histórico de amizade contribuía para essa liberdade.

- O que você quer, Minerva?

- Encontrei a sua filha. – disparou, e então mil coisas aconteceram ao mesmo tempo.

Primeiro, e o mais improvável, fiquei completamente congelado, encarando-a como se todo o meu mundo tivesse sido revirado – o que realmente estava.

Segundo, Minerva encarou-me como se eu estivesse doente e precisasse de ajuda. Talvez eu precisasse.

E terceiro, porém não menos importante... estava eufórico e assustado ao mesmo tempo com a perspectiva de finalmente conhecer o fruto da noite que tive com Lillian. Quem é ela? Como ela é? O que vai pensar de mim?

- Ela... Ela está viva? – perguntei, da melhor forma que encontrei, segundos depois de ficar em absoluto silêncio.

- Eu tinha minhas dúvidas, então fui atrás da Marta. Lembra-se quando falei dela? – com um aceno positivo meu, continuou – Eu consegui arrancar algumas informações, mais precisamente memórias...


- 28 de agosto de 1979 -

As chamas da lareira dançavam impacientes. No andar de cima, o único som ouvido era a de Lilian, que sentia as contrações da gravidez cada vez mais. Marta, a mulher escolhida por McGonagall para cuidar da amiga, descansava num dos sofás da sala aquecida quando uma batida na porta a interrompeu. Marta aproximou-se e abriu a porta, dando de cara com um bruxo alto de olhos claros e cabelos longos loiros. Seu aspecto entediado era evidentemente contrastado com uma altivez claramente egoísta.

- O que você quer? – perguntou a mulher, claramente surpresa por reencontrar tão cedo o antigo conhecido.

- Preciso falar com ela. Agora. – respondeu, com a cara fechada.


- Foi ele?! – quase gritei, a raiva me consumindo assim que percebi quem era o responsável por tudo aquilo.

- Logo que a criança nasceu e a Lillian voltou, ela desapareceu. Nesse final de semana a encontrei por acaso e consegui essas memórias. Mais tarde, encontrei-me com o Cornélio e uma das conversas foi sua preocupação com os Seguidores de Você-Sabe-Quem. Foi então que descobri que a Marta é uma Comensal da Morte e, assim como ele, alegou estar sobre os efeitos do feitiço Imperius e foi perdoada.

- Mas... o que ele ganharia com isso? É apenas uma criança, Voldemort certamente não iria querer recrutar uma mestiça...

- Não sei, mas temos que descobrir.

- Ah sim, eu irei descobrir... E se possível, torturá-lo no caminho. – exclamei, levantando-me bruscamente.

- Severus... No momento você deve se concentrar na sua filha...

- Você ainda não me disse quem é ela, se está viva... Se... – minha frase perdeu-se no ar. Senti um aperto dentro de mim, como se estivesse me faltando o ar.

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