Capítulo 16 - I Can't Lose You Too

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- Violet – Fevereiro de 1994 -

- Vamos ficar aqui com você, Hagrid. – disse Hermione.

Hagrid estava realmente muito mal, suas mãos trêmulas e os olhos úmidos. Bicuço seria "eliminado" naquela tarde ao pôr do sol e ninguém podia impedir. Harry, Rony e Hermione ainda tinham esperanças de falar com o Ministro e explicar tudo, mas eu sabia que era uma causa perdida.

- Não, vocês não podem ficar, imaginem o que Dumbledore e Fudge dirão se virem quatro alunos aqui fora a essa hora... Não, a situação já está ruim o suficiente sem vocês se meterem em confusão. – disse ele com a voz rouca.

- Mas Hagrid... – insisti.

- Vocês precisam ir. Aliás, Rony, acho que ele é seu... – disse ele, pegando um pequeno rato de um dos potes e entregando ao ruivinho.

- Perebas!

- Você deveria tomar mais cuidado...

- Acho que você deve um pedido de desculpas. – provocou Hermione.

- Me desculpe.

- Não a mim, ao Bichento! Você o acusou injustamente!

- Mas ele vivia perseguindo o Perebas!

- Ele é um gato, Rony! É natural!

Enquanto discutiam, senti uma pontada no pescoço.

- Ai... – exclamei.

- O que foi? – perguntou Harry

- Posso jurar que senti uma pedra...

Rony e Hermione continuavam a discutir quando o vaso da sala foi atingido por outra pedra, causando um grande susto em todos.

Tá, agora já é demais. Primeiro acertam no meu pescoço e agora nos assustam? Quem é o palhaço?!

Já estava me irritando quando olhei pela janela e vi Dumbledore, o carrasco e o Ministro descendo as escadas e vindo à direção da cabana.

- Eles estão vindo. – avisei.

- E vocês já estão indo.

- Mas Hagrid, nós podemos contar o que aconteceu, eles não podem executar o Bicuço! – afirmou Rony.

- Não insistam! Agora vão logo antes que o diretor os veja e fiquem de castigo! Vou abrir a porta dos fundos. – sussurrou Hagrid, praticamente nos expulsando de sua casa. Assim que saímos os três homens entraram na cabana.

- Vamos logo, não vou suportar assistir essa execução... – lamentou Hermione.

- Mas que droga Perebas, sou eu seu rato burro! – exclamou Rony.

- Anda logo Rony! – repreendi-o.

- Mas ele não fica quieto! – reclamou. – Ai! Ele me mordeu?? Perebas!

O rato corria como se estivesse fugindo de algo, e Rony o perseguia.

- Rony!

Harry, Hermione e eu corremos atrás dos dois até chegarmos numa árvore no mínimo estranha.

- Harry... Você sabe que árvore é essa? – disse Hermione temerosa.

- Oh não, isso não é nada bom... Rony corre! – gritou ele.

- Não, corram vocês! – gritou Rony, apontando para as nossas costas.

Fui a primeira a virar, deparando-me com um grande cão negro que pulou sobre nossas cabeças e atacou Rony, pegando-o pela perna e o arrastando por uma entrada debaixo da árvore.

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