(+ LIVRO EM REVISÃO)
A fase adulta chega para todos. Principalmente quando a saudade da infância bate em momentos aleatórios de um dia qualquer. Fase essa que nossa única preocupação é a hora que os melhores desenhos iriam passar na TV ou quando nos...
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Abrir os meus olhos e ligar a minha mente para o novo dia foi uma sensação que não cabia no peito — estava completando 20 primaveras, meus 20 anos — e pensei que não estaria animada, mas agradeci por ser exatamente ao contrário. Eram em torno de 07:30 da manhã, meu despertador não apitava a todo momento, até eu ter tomado coragem e desligar o maldito botão.
Em minha cômoda, meu celular não para de vibrar. Peguei-o em mãos e observava pela tela as diversas mensagens me felicitando pelo meu aniversário. Decidi que não seria conveniente responder nenhuma nesse momento e fui direto me vestir para passar meu aniversário em grande estilo.
O macacão pantacourt de tonalidade preta foi o que eu decidi passar. Ele se destacava no meu tom de pele branco, juntamente com a tornozeleira de tom prateado que Stiles havia me dado no dia anterior. Meu enorme cabelo que estava um pouco mais ondulado, escondia os brincos dourados que estavam na orelha — não fiz nem questão de fazer qualquer penteado, jóias nunca foram algo que eu fazia questão de mostrar — e mal se realçavam.
Desci as escadas até a cozinha, esperava que qualquer pessoa me barrasse para dar um simples parabéns — mas minha casa estava um verdadeiro silêncio — e só se escutava o som pesado dos meus passos que se tornaram ainda mais lentos pelo agonia do extremo lugar vazio. Quando retornei a cozinha, fui surpreendia por minha família que já começara a cantarolar a música tradicional de aniversário.
— Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida — cantaram alto em um ritmo que sincronizava junto com a batida de palmas. Sorri, feliz.
— Pensei que tivessem saído e esquecido — ri. — Obrigada por isso, por tudo.
Fiquei uns quinze minutos escutando o discurso de aniversário dos meus pais e o tanto de presentes que eles planejavam me dar. Quando por fim dei um último abraço em minha mãe, peguei meu irmão me olhando e revirando os olhos de forma debochada. Quando meus pais saíram de cena, Joseph finalmente se levantou e veio em minha direção — jurava que ele ficaria sentado só olhando.
— Parabéns, sua mala — ele me puxou em um abraço e retribui com um tapa nas suas costas. — Espero que realize seus sonhos e tenha mais juízo na mente — brincou.
— Você é tão piadista — revirei os olhos, irônica.
— Tenho a quem puxar — retrucou. — Espero que se anime para aproveitar seu dia, amo você.
— Também te amo, Jo — sorri e baguncei seu cabelo.
Tomar o meu café foi a melhor forma de começar o dia, fizeram tanta comida que eu nem saberia como daria conta de tanta coisa. Mas quando me senti satisfeita, olhei para o lado e vi minha mãe adotiva fazendo um gesto para que eu fosse até a sala de estar. Me levantei e logo me sentei ao seu lado.
— Querida, aqui está — ela me entregou um cordão. — Seu presente. Ele está na minha família a muitos anos, ganhei da minha mãe e significa muito pra mim. Tenho certeza que ela está em boas mãos agora — sorriu, carismática.