Capítulo 29 - I need you

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O anoitecer é a minha parte preferida dos dias — incluindo que agora eu estava sentindo o cheiro de terra molhada e vendo o brilho tão intenso que a lua me encaminhava

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O anoitecer é a minha parte preferida dos dias — incluindo que agora eu estava sentindo o cheiro de terra molhada e vendo o brilho tão intenso que a lua me encaminhava. Entrei em casa de mãos dadas com Ethan e joguei na mesa o jornal que nenhum deles teve a capacidade de mais cedo ir pegar. Joseph me olhou com os olhos arregalados mas que logo se relaxaram e se tranquilizaram ao me ver.

Aurora, por Deus — meu irmão correu até mim e me abraçou fortemente. — Aonde você estava? Não atendeu minhas ligações, não respondeu minhas mensagens. Eu estava quase indo na polícia.

— Perdão, fui ao shopping com Ethan e acabei nem olhando o celular.

— Ok, mas dá próxima vez me avise, certo? Eu jurava que você havia sido sequestrada — suspirou. — Ethan, cunhado, como vai?

— É... bem, obrigado.

— Bem, vamos, Bradley — subimos direto para o meu quarto.

Como de costume, Ethan se jogou na minha cama e por lá ficou. Minhas mãos trabalhavam na mochila, enfiando um monte de roupas e quaisquer coisas que eu considerasse importante. Na verdade, eu sabia que poderia muito bem usar as coisas dele, mas o dia seguinte não me aguardaria dessa forma.

É só uma noite, não vai morar comigo — brincou.

— Oh, eu não moraria com você. Imagina acordar olhando pra sua cara todo dia? — falei, acabando com a gracinha. Eu estava próxima o bastante para que ele conseguisse me puxar e fazer eu cair em cima do seu corpo. Seu rosto estava ainda mais próximo do meu.

Veja como é convencida — ergueu a sobrancelha e aproximou a boca do meu ouvido, pronto para sussurar. — E quem disse que eu moraria com você?

— Vamos, olhe nos meus olhos e negue isso — me aproximei e senti sua respiração.

— Isso é jogo sujo, Hastings — balbuciou, sorrindo com maldade.

— É mais fácil quando se trata de trapaças — pisquei. — Já peguei minhas coisas, acho que podemos ir.

Descemos direto para a cozinha e, sinceramente, não estava pronta para um interrogatório familiar. Meus pais e meu irmão estavam todos reunidos, obviamente eu não passaria ali sem ter que dar explicações de onde iria e o porquê. Vendo por essa lado, não parece que tenho 20 anos de idade. Meu pai colocou o jornal sobre o colo e só então virou-se para mim e Ethan.

— Querida, onde vai?

— Vou passar a noite na casa dele, pai.

No Ritmo da Vida (OBRA EM REVISÃO)Onde histórias criam vida. Descubra agora